Assessment of haematological and biochemical parameters in captive green sea turtles (<i>Chelonia mydas</i>) before release.
Resumo em português
A tartaruga-verde (Chelonia mydas), um réptil marinho globalmente ameaçado, enfrenta declínios populacionais significativos devido a pressões antropogênicas e ambientais. Programas de reabilitação em cativeiro são cruciais para a conservação, contudo, desvios fisiológicos induzidos pela cativeiro podem comprometer a sobrevivência pós-liberação. Este estudo estabelece intervalos de referência hematológicos e bioquímicos para tartarugas-verdes (Chelonia mydas) em cativeiro pré-liberação (n = 40), abrangendo estágios juvenis, subadultos e adultos, e identifica desvios importantes em relação a parâmetros de animais selvagens. Encontramos alterações específicas do cativeiro, incluindo aumentos expressivos na contagem de eritroblastos e células-fantasmas em juvenis, indicando eritropoiese desregulada e estresse oxidativo. Mudanças ontogenéticas revelaram eritrocitose macrocítica desadaptativa em adultos, provavelmente relacionada a exercício limitado e desequilíbrios dietéticos. Bioquimicamente, adultos em cativeiro apresentaram hiperproteinemia (proteína total, 73,35 g/l) e dislipidemia (colesterol total, 8,98 mmol/l; triglicerídeos, 1,53 mmol/l), indicando dietas ricas em proteínas e gorduras, enquanto hipoglicemia (glicose, 2,83 mmol/l) sugere reservas energéticas comprometidas. Foi observada atividade imune dependente da idade, com juvenis exibindo contagem elevada de leucócitos (19,34 × 10⁹/l), potencialmente decorrente de estresse crônico. Esses achados destacam adaptações metabólicas e hematológicas em cativeiro que podem prejudicar a resiliência pós-liberação. Biomarcadores-chave, como contagem de células vermelhas imaturas, glicose e perfil lipídico, devem orientar avaliações de prontidão para liberação, assegurando que tartarugas reabilitadas estejam fisiologicamente preparadas para sobrevivência. Este estudo oferece uma estrutura crítica para aprimorar a eficácia das translocações na conservação de tartarugas marinhas.
Resumo original em inglês
The green sea turtle ( Chelonia mydas ), a globally endangered marine reptile, faces significant population declines due to anthropogenic and environmental pressures. Captive rehabilitation programs are critical for conservation, yet captivity-induced physiological deviations may compromise post-release survival. This study establishes haematological and biochemical reference intervals for pre-release captive C. mydas ( n = 40) various across juvenile, subadult, and adult life stages, and identifies key deviations from wild baselines. We found pronounced captivity-specific alterations, including elevated immature red blood cell counts and ghost cell counts in juveniles, which indicated dysregulated erythropoiesis and oxidative stress. Ontogenetic shifts revealed maladaptive macrocytic erythrocytosis in adults, likely linked to limited exercise and dietary imbalances. Biochemically, captive adults showed hyperproteinemia (total protein, 73.35 g/l) and dyslipidemia (total cholesterol, 8.98 mmol/l triglycerides, 1.53 mmol/l), indicating high-protein, high-fat diets, while hypoglucagonemia (glucose, 2.83 mmol/l) suggested compromised energy reserves. Age-dependent immune activity was observed, with juveniles exhibiting elevated leukocyte counts (19.34 × 10 9 /l), potentially due to chronic stress. These findings underscore metabolic and haematological adaptations in captivity that may hinder post-release resilience. Key biomarkers, such as immature red cell count, glucose, and lipid profiles, should guide release readiness assessments, thus ensuring rehabilitated turtles are physiologically primed for survival. This study provides a critical framework for enhancing the efficacy of sea turtle conservation translocations.
Espécies citadas
- Chelonia mydas · tartaruga-verde
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Chelonia mydas.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1093/conphys/coaf069. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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