Fauna em Foco Science

Ferraz K, Pelloso Gelamo R. · 2025

DA POTÊNCIA AO DÉFICIT: A ESCOLA COMO APARELHO DE PATOLOGIZAÇÃO DA EXISTÊNCIA

Sem tradução ainda. Este artigo está no acervo com licença aberta, mas o resumo em português ainda não foi gerado.

Resumo original em inglês

O presente artigo examina como a instituição escolar, sob a influência da racionalidade neoliberal, transcendeu sua função educativa para se consolidar como um dispositivo de controle e otimização da vida. Argumenta-se que, imersa na lógica do capital, a escola se alinha a mecanismos que promovem a produtividade e a conformidade, enxergando o corpo e a subjetividade como capital humano a ser aprimorado. A análise histórica dos conceitos de normal e patológico, influenciada por autores como Canguilhem e Foucault, evidencia a construção social de “verdades” sobre a saúde e o comportamento, as quais legitimam a patologização da existência humana. A partir desse arcabouço teórico, o texto demonstra como a escola moderna, por meio de seu aparato disciplinar, passou a gerir a infância, convertendo-a em objeto de intervenção biopolítica. A crítica central se dirige à instrumentalização de saberes como a medicina e a psicologia que, sob o pretexto da inclusão, atuam na normalização de subjetividades que resistem à norma, transformando a diversidade em déficit a ser corrigido. Conclui-se que, ao invés de atuar como espaço de emancipação, a escola opera como uma ferramenta de ajuste social que prioriza a funcionalidade e a produtividade em detrimento da singularidade e da potência da vida.

Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1590/scielopreprints.14246. Ler o artigo completo na fonte ↗

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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.

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