Kilometre-scale jaguar swimming reveals permeable hydropower barriers: implications for conservation in the Cerrado hotspot
Resumo em português
Reservatórios hidrelétricos estão se expandindo rapidamente pelos biomas tropicais, porém seu papel como barreiras ou filtros para o movimento de carnívoros ainda é pouco compreendido. Aqui, relatamos a primeira travessia por natação de longa distância confirmada por uma onça-parda (Panthera onca) em um lago artificial e discutimos suas implicações para a conectividade da paisagem. Câmeras de fototrampeamento ao redor do Reservatório Serra da Mesa (Centro do Brasil; 1.784 km²; 54,4 km³) fotografaram um macho adulto no continente e, posteriormente, em uma ilha com vegetação. A confirmação da identidade 100% idêntica entre os registros foi feita pela correspondência da padronagem lateral. A análise geodésica identificou duas rotas possíveis: uma travessia direta de 2,48 km ou um caminho alternativo envolvendo uma ilhota como ponto de apoio (1,06 km + 1,27 km). Na ausência de evidências do uso da ilhota, adotamos de forma conservadora o maior segmento contínuo de água — 1,27 km — como a distância mínima nadada. Isso representa quase seis vezes o maior registro anterior confirmado de natação por onça-parda (≈ 200 m). O evento apoia um modelo de resistência graduada em que corpos d’água maiores que 1 km impõem custos altos, mas não intransponíveis, para o deslocamento. Propomos uma escala ordinal de custo aquático (1 = 1.000 m de água aberta) para uso em modelos de conectividade baseados em circuitos. Ao comparar este registro com o colapso de predadores em ilhas maiores que 1 km no Lago Guri e com a segregação genética observada ao longo do Rio Amazonas, demonstramos que a permeabilidade aquática é fortemente dependente do contexto. Incorporar nados raros, porém importantes, em avaliações de impacto ambiental melhorará o desenho de corredores e informará de forma mais precisa o licenciamento hidrelétrico em toda a área de ocorrência da onça-parda (Panthera onca).
Resumo original em inglês
Hydropower reservoirs are expanding rapidly across tropical biomes, yet their function as barriers or filters to carnivore movement remains poorly understood. Here, we report the first confirmed long-distance swim by a jaguar ( Panthera onca ) across an artificial lake and discuss its implications for landscape connectivity. Camera traps around Serra da Mesa Reservoir (Central Brazil; 1,784 km 2 ; 54.4 km 3 ) photographed an adult male on the mainland and later on a forested island. Flank-pattern matching confirmed a 100% identity between records. Geodesic analysis identified two possible routes: a direct 2.48 km crossing or an alternative path involving a stepping-stone islet (1.06 km + 1.27 km). In the absence of evidence for use of the islet, we conservatively adopt the largest continuous water segment—1.27 km—as the minimum distance swum. This represents nearly six times the longest previously verified jaguar swim (≈ 200 m). The event supports a graduated-resistance framework in which water bodies exceeding 1 km impose high, but not insurmountable, costs to movement. We propose an ordinal aquatic-cost scale (1 = 1,000 m open water) for use in circuit-based connectivity models. By contrasting this record with predator collapse on > 1 km islands in Lake Guri and with genetic segregation across the Amazon River, we demonstrate that aquatic permeability is strongly context-dependent. Incorporating rare but consequential swims into environmental impact assessments will improve corridor design and better inform hydropower licensing throughout the jaguar’s range. Highligts – Extends the longest recorded jaguar swim by almost six times. – Demonstrates that reservoirs act as costly filters rather than absolute barriers for large carnivores. – Introduces an ordinal aquatic-cost scale to enhance connectivity models. – Informs hydropower impact assessments and the design of amphibious corridors for mammal conservation.
Espécies citadas
- Panthera onca · onça-pintada
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Panthera onca.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1101/2025.09.05.674446. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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