Mercury Levels in Hair of Domestic and Wild Animals.
Resumo em português
Este estudo quantificou os níveis de mercúrio (Hg) no pelo corporal de animais domésticos e silvestres em quatro estados brasileiros, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, analisando 169 amostras de porcas, leitões, porcos criados soltos e animais silvestres. A maior concentração média de Hg (274,93 ± 48,14 µg/kg) foi encontrada em animais silvestres no Pantanal (MSSilvestre, Mato Grosso do Sul), seguida por Minas Gerais (245,09 ± 40,27 µg/kg) e Paraná (193,0 ± 42,45 µg/kg). Os níveis nos locais GO, MGM, MSLiv e PRV foram significativamente menores (p ≤ 0,05), segundo o teste Scott-Knott. A análise estatística via ANOVA indicou variação significativa nos níveis de Hg entre localidades (F = 2,36; p ≤ 0,05), com homogeneidade de variância (teste de Levene, p = 0,1772). Animais criados em confinamento apresentaram níveis menores do que animais silvestres, os quais, devido ao movimento extensivo e contato com ambientes diversos, apresentaram maior bioacumulação. Porcas lactantes mostraram maior sensibilidade que leitões, demonstrando efeito da categoria animal na absorção do metal. As principais fontes de mercúrio são atividades antropogênicas, como mineração e processos industriais, responsáveis pela liberação ambiental do metal. Embora os níveis detectados não representem risco imediato à saúde animal ou qualidade da carne, evidenciam a necessidade de monitoramento contínuo, dada a capacidade do mercúrio de bioacumular e afetar ecossistemas e segurança alimentar. Este trabalho contribui para o entendimento da exposição ambiental ao mercúrio no Brasil, reforçando a urgência de estratégias eficazes de mitigação para preservar a biodiversidade e a saúde pública.
Resumo original em inglês
This study quantified mercury (Hg) levels in the body hair of domestic and wild animals in four Brazilian states, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, and Minas Gerais, by analyzing 169 samples from sows, piglets, free-range pigs, and wild animals. The highest mean Hg concentration (274.93 ± 48.14 µg/kg) was found in wild animals in the Pantanal (MSSilvestre, Mato Grosso do Sul), followed by Minas Gerais (245.09 ± 40.27 µg/kg) and Paraná (193.0 ± 42.45 µg/kg). Levels at the GO, MGM, MSLiv, and PRV sites were significantly lower ( p ≤ 0.05), according to the Scott-Knott test. Statistical analysis using ANOVA indicated significant variation in Hg levels between locations (F = 2.36; p ≤ 0.05), with homogeneity of variance (Levene's test, p = 0.1772). Animals raised in confinement had lower levels than wild animals, which, due to extensive movement and contact with diverse environments, exhibited greater bioaccumulation. Lactating sows showed greater sensitivity than piglets, demonstrating an effect of animal category on metal absorption. The main sources of mercury are anthropogenic activities, such as mining and industrial processes, responsible for the environmental release of the metal. Although the detected levels do not pose an immediate risk to animal health or meat quality, they highlight the need for continuous monitoring, given mercury's ability to bioaccumulate and affect ecosystems and food security. This work contributes to the understanding of environmental exposure to mercury in Brazil, reinforcing the urgency of effective mitigation strategies to preserve biodiversity and public health.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.3390/biology14111497. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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