Spatial patterns of marine litter on the Arabian Gulf’s major offshore sea turtle nesting islands
Resumo em português
RESUMO O lixo marinho impõe riscos crescentes às principais ilhas de nidificação de tartarugas no Golfo Arábico, mas sua composição e distribuição em escala fina nunca foram quantificadas. Combinamos dois levantamentos complementares nas ilhas Jana e Karan — as maiores áreas de reprodução de tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) e tartaruga-verde (Chelonia mydas) da região. Primeiro, 988,3 m² de foto-quadrados de 0,75 m × 0,75 m (junho de 2017) registraram a cobertura de lixo e a contagem de itens em 587 pontos de malha; segundo, 4050 m² de quadrados terrestres de 5 m × 5 m (outubro de 2020) mediram a contagem e massa de lixo marinho nas zonas de praia, linha da vegetação e interior da vegetação em 18 estações ao longo da costa. Os foto-quadrados indicaram que plásticos, isopor e madeira dominaram os itens encalhados. Um total de 32 grupos de lixo foi observado, com a maior contribuição em contagem de detritos vinda de garrafas plásticas para bebidas (63,6% em Jana; 42,9% em Karan) e em massa pelo uso de madeira processada (69,5% em Jana; 68,8% em Karan). O lixo relacionado à pesca representou 8,5% da massa e 10,4% da contagem na ilha Jana, e 16,2% da massa e 11% da contagem na ilha Karan. A ilha Jana apresentou maior número de garrafas plásticas do que a ilha Karan. As parcelas na linha da vegetação retiveram aproximadamente o dobro da densidade e da massa de detritos em comparação às parcelas da praia aberta e do interior (p < 0,001). Esses padrões indicam que o acúmulo de macroplásticos já coincide com o núcleo do habitat de nidificação na borda externa da linha da vegetação e provavelmente gerará pressões adicionais como deposição de microplásticos nos ninhos e ingestão por adultos e filhotes. O monitoramento contínuo, juntamente com limpezas sazonais e estudos sobre fatores de estresse interativos, orientaria a gestão adaptativa das principais áreas de nidificação de tartarugas do Golfo.
Resumo original em inglês
Abstract Marine litter poses growing risks to the Arabian Gulf’s major turtle nesting islands, yet its composition and fine-scale distribution have never been quantified. We combined two complementary surveys on Jana and Karan Islands—the region’s largest hawksbill (Eretmochelys imbricata) and green turtle (Chelonia mydas) rookeries. First, 988.3 m2 of 0.75 m × 0.75 m photo-quadrats (June 2017) recorded litter cover and item counts across 587 grid nodes; second, 4050 m2 of 5 m × 5 m ground quadrats (October 2020) measured marine litter count and mass across beach, vegetation-line and vegetation-within zones at 18 shoreline stations. Photo quadrats showed that plastics, styrofoam, and wood dominated stranded items. A total of 32 litter groups were observed with highest contribution by debris count from plastic drinking bottles (63.6% at Jana; 42.9% at Karan) and by litter mass from processed wood (69.5% at Jana; 68.8% at Karan). Fishing-related litter comprised 8.5% by mass and 10.4% by count at Jana Island, and 16.2% by mass and 11% by count at Karan Island. Jana Island had a higher number of plastic bottles than Karan Island. Vegetation-line plots retained roughly twice the debris density and mass of both open-beach and interior plots (p < 0.001). These patterns indicate that macroplastic accumulation already overlaps with core nesting habitat at the external fringe of the vegetation line and is likely to generate additional pressures such as microplastic deposition in nests and ingestion by adults and hatchlings. Continued monitoring, together with seasonal clean-ups and studies on interacting stressors, would guide adaptive management of the Gulf’s primary turtle rookeries.
Espécies citadas
- Chelonia mydas · tartaruga-verde
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Chelonia mydas. - Eretmochelys imbricata · tartaruga-de-pente
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Eretmochelys imbricata.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1007/s44289-025-00108-y. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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