Trophic Duality: Taxonomic Segregation and Convergence in Prey Functional Traits Driving the Coexistence of Apex Predators.
Resumo em português
A coexistência de predadores funcionalmente semelhantes oferece um arcabouço para compreender os mecanismos que estruturam comunidades ecológicas. Onças-pintadas e onças-pardas são amplamente simpátricas no Neotrópico, contudo os processos que sustentam sua persistência permanecem pouco claros. A teoria clássica da nicho prevê que a coexistência requer diferenciação ecológica, enquanto modelos modernos enfatizam o equilíbrio entre mecanismos estabilizadores (que reduzem a competição interespecífica) e mecanismos equalizadores (que minimizam diferenças de aptidão). Embora componentes demográficos não tenham sido estimados diretamente, integrarmos dados secundários dietéticos compilados de 21 populações simpátricas por meio de uma revisão sistemática da literatura. Essa integração permitiu identificar padrões tróficos consistentes com mecanismos de coexistência em eixos taxonômicos e funcionais das presas. As análises revelaram forte segregação taxonômica em escalas finas, com as onças-pintadas consumindo primariamente Artiodactyla, enquanto as onças-pardas exploram um espectro mais amplo incluindo Rodentia, Cingulata e Pilosa. Essa divergência reduz a competição direta, consistente com o particionamento estabilizador de recursos. Em contraste, alta sobreposição em traços funcionais (e.g., massa corporal e hábito locomotor) indicou convergência funcional potencialmente aumentando a equivalência de aptidão, consistente com mecanismos equalizadores. Essas dinâmicas sugerem que a coexistência macroecológica entre onça-pintada e onça-parda pode ser mantida por um equilíbrio dinâmico entre padrões compatíveis com mecanismos estabilizadores e equalizadores expressos dentro dos eixos do nicho trófico. Do ponto de vista conservacionista, estratégias devem ir além de abordagens específicas por espécie; preservar tanto a diversidade taxonômica quanto funcional das presas é essencial para sustentar os requisitos tróficos dos predadores e os ecossistemas que eles regulam.
Resumo original em inglês
The coexistence of functionally similar predators offers a framework for understanding the mechanisms shaping ecological communities. Jaguars and pumas are broadly sympatric in the Neotropics, yet the processes sustaining their persistence remain unclear. Classical niche theory predicts that coexistence requires ecological differentiation, whereas modern models emphasize balancing stabilizing (reducing interspecific competition) and equalizing mechanisms (minimizing fitness differences). Although demographic components were not directly estimated, we integrated secondary dietary data compiled from 21 sympatric populations through a systematic literature review. This integration allowed us to identify trophic patterns consistent with coexistence mechanisms across taxonomic and functional prey axes. Analyses revealed strong taxonomic segregation at finer scales, with jaguars primarily consuming Artiodactyla, while pumas exploited a broader spectrum including Rodentia, Cingulata, and Pilosa. This divergence reduces direct competition, consistent with stabilizing resource partitioning. In contrast, high overlap in functional traits (e.g., body mass and locomotor habit) indicated functional convergence potentially increasing fitness equivalence, consistent with equalizing mechanisms. These dynamics suggested that jaguar-puma macroecological coexistence may be maintained by a dynamic balance between patterns consistent with stabilizing and equalizing mechanisms expressed within trophic niche axes. From a conservation perspective, strategies should move beyond species-specific approaches; preserving both taxonomic and functional prey diversity is essential to sustain the trophic requirements of predators and the ecosystems they regulate.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.3390/biology15010031. Ler o artigo completo na fonte ↗
O texto completo do artigo permanece na fonte.
Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
Crie uma conta gratuita e receba artigos novos sobre as espécies que você segue.