Use of species' responses to cryptic anthropogenic disturbances for monitoring biodiversity outcomes in tropical forests.
Resumo em português
Medir desfechos da conservação baseados em área em florestas tropicais é desafiador devido a distúrbios antropogênicos crípticos (ex.: caça). Como resultado, estudos comparativos sobre estratégias de manejo que fornecem desfechos quantitativos ainda são escassos, especialmente no Neotrópico. Comparamos a distribuição e riqueza de espécies da fauna terrestre em uma floresta gerida por comunidade e uma área estritamente protegida na Reserva da Biosfera Maia da Guatemala. Usando modelos multiespécies de ocupação e uma grade espacialmente extensa de armadilhas fotográficas, avaliamos como as espécies respondem a variáveis estruturais do habitat (ex.: altitude, altura do dossel florestal), proteção e acesso humano, um proxy para caça e uso críptico de recursos (i.e., atividades humanas sob o dossel florestal) pelas comunidades vizinhas. Durante 2018-2019, registramos 26 espécies de vertebrados terrestres >1 kg. Não encontramos diferenças na riqueza de espécies ou na ocupação média comunitária (i.e., probabilidade média de ocupação de todas as espécies na comunidade) no nível comunitário entre a floresta gerida por comunidade e a área protegida. Para algumas espécies, os efeitos do acesso humano na ocupação foram maiores do que a soma dos efeitos de todas as outras variáveis do habitat. Na floresta gerida por comunidade, facilidade de acesso humano influenciou negativamente a ocupação de tapires (Tapirus bairdii) e espécies caçadas, como o gallinha-da-mata-vermelha (Crax rubra), Meleagris ocellata e o cateto-branco (Tayassu pecari). Espécies menores e mais generalistas foram positivamente afetadas pela facilidade de acesso, possivelmente refletindo liberação trófica próxima a assentamentos humanos. Embora a ocupação de grandes carnívoros não tenha sido afetada pelo acesso na floresta gerida por comunidade, baixas probabilidades de detecção podem refletir mudanças na densidade ou no comportamento. Esses achados ilustram a influência de distúrbios crípticos na distribuição de algumas espécies em florestas intactas e sugerem que ações de manejo na floresta gerida por comunidade podem ter ajudado a manter comunidades diversas. Nosso estudo indica a necessidade de ir além de medidas obtidas por sensoriamento remoto e métricas de riqueza de espécies ao avaliar e monitorar desfechos da biodiversidade em florestas tropicais.
Resumo original em inglês
Measuring area-based conservation outcomes in tropical forests is challenging due to cryptic human disturbances (e.g., hunting). As a result, comparative studies of management strategies providing quantitative outcomes remain scarce, especially in the Neotropics. We compared species distribution and richness of terrestrial wildlife in a community-managed forest and a strictly protected area in Guatemala's Maya Biosphere Reserve. Using multispecies occupancy models and a spatially extensive camera-trapping grid, we assessed how species respond to structural habitat variables (e.g., elevation, forest canopy height), protection, and human access, a proxy for hunting and cryptic resource use (i.e., human activities that occur under the forest canopy) by nearby communities. During 2018-2019, we recorded 26 terrestrial vertebrate species of >1 kg. We found no differences in species richness or mean community occupancy (i.e., average occupancy probability of all species in the community) at the community level between the community-managed forest and the protected area. For some species, the effects of human access on occupancy were larger than the combined effects of all other habitat variables. In the community-managed forest, ease of human access negatively influenced the occupancy of tapirs (Tapirus bairdii) and hunted species, such as the great curassow (Crax rubra), ocellated turkey (Meleagris ocellata), and white-lipped peccary (Tayassu pecari). Small and more generalist species were positively affected by ease of access, possibly reflecting trophic release near human settlements. Although large carnivore occupancy was not affected by access in the community-managed forest, low detection probabilities could reflect density or behavioral changes. These findings illustrate the influence of cryptic disturbances on some species' distribution in intact forests and suggest that management actions in the community-managed forest may have helped maintain diverse assemblages. Our study suggests the need to go beyond remotely sensed measures and species richness metrics when assessing and monitoring biodiversity outcomes in tropical forests.
Espécies citadas
- Crax rubra · mutum-grande
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Crax rubra. - Meleagris ocellata · peru-ocelado
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Meleagris ocellata. - Tapirus bairdii
- Tayassu pecari · queixada
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Tayassu pecari.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1111/cobi.70159. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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