Yellow Fever in Non-Human Primates: A Veterinary Guide from a One Health Perspective
Resumo em português
A febre amarela (FA) causa morbidade e mortalidade severas na África e América do Sul. É uma doença viral transmitida por artrópodes, endêmica nas regiões tropicais desses continentes. O vírus da febre amarela (YFV) é transmitido por mosquitos e afeta frequentemente tanto primatas não humanos (PNHs) quanto humanos. Os primatas neotropicais (PNTs) geralmente são mais severamente afetados pelo YFV do que os primatas africanos. Primatas asiáticos aparentemente não são suscetíveis a esta doença. A suscetibilidade varia entre as espécies de PNTs: infecções assintomáticas são descritas em alguns PNTs, enquanto eventos epizoóticos com alta mortalidade são registrados em outros. O gênero bugio (Alouatta) é considerado o mais suscetível entre os PNTs. Eventos epizoóticos resultando na morte de milhares de PNTs foram registrados na história recente. Como resultado, o YFV representa uma ameaça à sobrevivência de algumas espécies de PNTs. Na maioria dos casos, PNTs são encontrados mortos sem sinais clínicos prévios. Nos casos em que sinais clínicos são observados, eles são geralmente inespecíficos. Devido à alta suscetibilidade, eventos epizoóticos em PNTs são usados como preditores epidemiológicos para surtos de FA em humanos. A infecção por YFV pode ser diagnosticada por isolamento viral, reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa, sorologia, histopatologia ou imuno-histoquímica. Animais que sobrevivem à doença desenvolvem anticorpos neutralizantes ao YFV. Atualmente, não há tratamento específico disponível. Estratégias sustentadas de controle da FA devem se basear em vigilância e diagnósticos precisos para permitir a detecção precoce de surtos e rápida implementação de medidas de controle. A profilaxia deve considerar a perspectiva One Health, que reconhece a complexa interação entre saúde humana, saúde primata e meio ambiente. Vacinas contra a FA estão disponíveis, sendo a vacina humana 17DD eficaz na prevenção da doença em primatas. Entretanto, estratégias de mitigação continuam a depender cada vez mais do controle do vetor, preferencialmente utilizando métodos ecologicamente amigáveis. Assumem-se que as mudanças climáticas e as atividades humanas, e seu impacto na ecologia local, aumentarão o risco de transmissão da FA nas próximas décadas.
Resumo original em inglês
Yellow fever (YF) causes severe morbidity and mortality in Africa and South America. It is an arthropod-borne viral disease endemic to tropical regions of Africa and South America. Yellow fever virus (YFV) is transmitted by mosquitoes and frequently affects both non-human primates (NHPs) and humans. Neotropical primates (NTPs) are generally more severely afflicted by YFV than African primates. Asian primates appear not to be susceptible to this disease. Susceptibility varies among NTP species: asymptomatic infections are described in some NTP species, whereas severe epizootic mortality events are described in others. The genus Alouatta (howler monkeys) is considered to be the most susceptible among the NTPs. Epizootic events resulting in the death of thousands of NTPs have been recorded in recent history. As a result, YFV poses a threat to the survival of some NTP species. In most cases, NTPs are found dead without showing prior clinical signs. In cases where clinical signs are observed, they are mostly non-specific. Due to their high susceptibility, epizootic events in NTPs are used as epidemiological predictors for human YF outbreaks. YFV infection may be diagnosed by means of virus isolation, reverse transcription polymerase chain reaction, serology, histopathology, or immunohistochemistry. Animals that survive the disease develop neutralizing antibodies to YFV. Currently, no specific treatment is available. Sustained YF control strategies must rely on surveillance and accurate diagnostics to allow for early detection of outbreaks and rapid implementation of control measures. Prophylaxis should be based on a One Health perspective that recognizes the intricate interplay between human health, primate health, and the environment. Vaccines for YF are available, with the human 17DD vaccine effectively preventing disease in primates. However, mitigation strategies continue to rely more and more on vector control, preferably using eco-friendly methods. Climate change and human activities, and their impact on local ecology, are assumed to increase the risk of YF transmission in the next decades.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.3390/vetsci12040339. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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