A comprehensive systematic review of sarcoptic mange diagnostic methods in wildlife.
Resumo em português
A sarna sarcóptica é uma doença parasitária contagiosa que pode levar a declínios significativos em populações de vida selvagem. Para identificar os métodos mais utilizados para diagnosticar a sarna em espécies de vida selvagem em estado selvagem, foi realizada uma revisão sistemática em múltiplas bases de dados: Scopus, PubMed, Web of Science, ProQuest Central e CABI. A triagem das citações foi realizada utilizando a plataforma online Covidence. Um formulário personalizado de extração de dados, desenvolvido pelos autores, foi usado para coletar informações relevantes. Essas informações foram posteriormente exportadas e analisadas com o Microsoft Excel. Os objetivos desta revisão sistemática foram identificar os métodos de detecção mais utilizados para a sarna sarcóptica na vida selvagem globalmente nos últimos 30 anos, classificá-los em categorias invasivas e não invasivas e fornecer uma visão atualizada das técnicas auxiliares relacionadas e da literatura científica mais ampla sobre detecção e documentação da sarna em animais em estado selvagem. Um total de 228 estudos foram analisados e categorizados em dois grupos – métodos não invasivos e invasivos. Métodos não invasivos (observação visual, armadilhagem fotográfica, busca com holofote, cães farejadores e termografia infravermelha) não exigem contenção dos animais. Métodos invasivos (raspagem de pele, diagnóstico molecular usando isolamento do ácaro e reação em cadeia da polimerase (PCR), diagnóstico sorológico utilizando Enzyme Linked ImmunoSorbent Assay (ELISA), análise histológica e imuno-histoquímica) geralmente requerem coleta de amostras dos animais e infraestrutura clínica ou laboratorial. Entre todos os métodos diagnósticos, a observação visual foi a técnica mais amplamente utilizada, seguida pela raspagem de pele como o segundo método mais frequentemente aplicado para confirmação da sarna sarcóptica. Abordagens não invasivas como busca com holofote e armadilhas fotográficas forneceram informações valiosas por nível populacional sem contato direto com os animais, embora métodos laboratoriais como PCR, ELISA e análise histológica tenham oferecido maior precisão a custos mais elevados. Recomendamos uma abordagem combinada, iniciando com métodos não invasivos para avaliar a saúde geral da população antes de utilizar técnicas invasivas em animais selecionados para diagnóstico definitivo, sendo esperado que tecnologias avançadas aprimorem no futuro as capacidades de detecção a longa distância.
Resumo original em inglês
Sarcoptic mange is a parasitic contagious disease that can lead to significant declines in wildlife populations. To identify the most used methods for diagnosing mange in free-ranging wildlife species, a systematic review was conducted across multiple databases: Scopus, PubMed, Web of Science, ProQuest Central and CABI. Citation screening was performed using the web-based platform, Covidence. A customized data extraction form, developed by the authors, was used to collect relevant information. This information was later exported and analyzed using Microsoft Excel. The objectives of this systematic review were to identify the most used detection methods for sarcoptic mange in wildlife globally over the past 30 years, classify them into invasive and non-invasive categories and provide an updated overview of related adjunct techniques and the broader scientific literature on mange detection and documentation in free-ranging animals. A total of 228 studies were analyzed and categorized into two groups-non-invasive and invasive methods. Non-invasive methods (visual observation, camera trapping, spotlighting, detector dogs and infrared thermography) do not require restraining of animals. Invasive methods (skin scraping, molecular diagnosis using mite isolation and polymerase chain reaction (PCR), serological diagnosis using Enzyme Linked ImmunoSorbent Assay (ELISA), histological analysis and immunohistochemistry) typically require taking samples from the animals and clinical or laboratory infrastructure. Across all diagnostic methods, visual observation was the most widely used technique, followed by skin scraping as the second most frequently applied method for confirming sarcoptic mange. Non-invasive approaches like spotlighting and camera traps provided valuable population-level insights without direct animal contact, though laboratory methods such as PCR, ELISA, and histological analysis offered greater accuracy at higher costs. We recommend a combined approach, starting with non-invasive methods to assess overall population health before using invasive techniques on selected animals for definitive diagnosis, with advanced technologies expected to enhance long-range detection capabilities in the future.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.7717/peerj.21609. Ler o artigo completo na fonte ↗
O texto completo do artigo permanece na fonte.
Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
Crie uma conta gratuita e receba artigos novos sobre as espécies que você segue.