A global review of Livestock Guardian Donkeys (LGDks) in the prevention of carnivore depredation.
Resumo em português
O conflito entre humanos e carnívoros, conhecido como Conflito Homem-Carnívoro (CHC), existe ao longo da história, com recentes intensificações atribuídas à expansão antrópica e à competição acirrada por recursos. O conflito com carnívoros origina-se principalmente da depredação de gado, resultando em perdas econômicas que ameaçam meios de subsistência. Esses conflitos representam desafios significativos para as comunidades humanas afetadas e para a conservação dos carnívoros. Estratégias de mitigação não letais, especialmente animais protetores de gado (APGs), são amplamente utilizadas, mas testes rigorosos da efetividade específica por espécie ainda são limitados. Entre os APGs, os jumentos protetores de gado (JPGs) são especialmente pouco estudados, apesar do uso disseminado. Este artigo sintetiza descobertas de uma revisão extensiva de 58 estudos globais sobre o uso e eficácia dos JPGs, examinando fatores contextuais que influenciam seu sucesso e as espécies de carnívoros envolvidas nos eventos de depredação. Encontramos lacunas substanciais na pesquisa, com apenas 5,1% da literatura revisada consistindo em estudos experimentais. Discrepâncias na pesquisa também foram identificadas entre as espécies de carnívoros envolvidas nos eventos de depredação, que abrangeram seis famílias de carnívoros e 27 espécies selvagens, incluindo sete classificadas como ameaçadas. Nossos achados indicam que os jumentos podem ser protetores de gado eficazes devido aos seus instintos protetores de pastoreio, acessibilidade, custo-benefício e baixos requisitos de manutenção. Entretanto, lacunas críticas de conhecimento persistem quanto à sua aplicação prática, acesso a informações confiáveis e uso testado em contextos diversos, o que pode tanto impedir quanto potencializar sua efetividade. Pesquisas empíricas são necessárias para aprimorar estratégias não letais eficazes, aumentar a coexistência entre humanos e carnívoros e informar melhor os esforços de conservação dos carnívoros.
Resumo original em inglês
Conflict between humans and carnivores, known as Human-Carnivore Conflict (HCC), has existed throughout history, with recent escalations attributed to anthropogenic expansion and intensified resource competition. Conflict with carnivores primarily stems from livestock depredation, resulting in economic losses that threaten livelihoods. These conflicts pose significant challenges for affected human communities and carnivore conservation. Non-lethal mitigation strategies, particularly livestock guardian animals (LGAs), are widely used, yet rigorous tests of species-specific effectiveness remain limited. Among LGAs, livestock-guardian donkeys (LGDks) are especially understudied despite widespread use. This paper synthesises findings from an extensive review of 58 global studies on LGDk use and efficacy, examining contextual factors influencing their success and the carnivore species involved in depredation events. We found substantial research gaps, with only 5.1% of reviewed literature consisting of experimental studies. Research discrepancies were also identified across carnivore species involved in depredation events, which encompassed six carnivore families and 27 wild species, including seven classified as threatened. Our findings indicate that donkeys can be effective livestock guardians due to their protective herding instincts, accessibility, cost-effectiveness, and low maintenance requirements. However, critical knowledge gaps persist regarding their practical application, access to reliable information, and tested use in diverse contexts, which could either impede or enhance their effectiveness. Empirical research is needed to refine effective non-lethal strategies, enhance human-carnivore coexistence, and better inform carnivore conservation efforts.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.7717/peerj.21265. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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