Assessing drivers of habitat use by dolphins at dynamic oceanographic features to inform conservation management
Resumo em português
RESUMO Estuários abrigam populações importantes de megafauna marinha. Esses ambientes oferecem abrigo do oceano aberto juntamente com uma infinidade de características batimétrico-hidrográficas onde as interações entre topografia e fluxos de maré podem potencializar oportunidades de forrageamento. Paralelamente, a atividade antrópica (e.g., instalação de energia renovável marinha e navegação) muitas vezes se concentra ao redor de estuários, ressaltando a necessidade de manejo informado. Uma abordagem é identificar e conservar habitats usados para propósitos essenciais, como alimentação, utilizando áreas protegidas. Em estuários, isso requer um entendimento profundo de como características batimétrico-hidrográficas funcionam juntamente com os padrões associados na presença animal, algo atualmente ausente, especialmente em escalas temporais longas. Aqui, usando uma população residente de golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) no Estuário de Shannon (oeste da Irlanda) como estudo de caso modelo, combinamos dados de avistamentos a partir de embarcações e pesquisas oceanográficas para (1) avaliar as distribuições dos golfinhos pelo estuário e as ligações entre habitats de alto uso e as condições batimétrico-hidrográficas locais, (2) caracterizar a hidrográfica em escala fina de uma dessas áreas de alto uso, e (3) determinar a consistência e previsibilidade dos padrões de uso de habitat no estuário em escalas decadais. Habitats de alto uso pelos golfinhos coincidiram com locais batimetricamente complexos por todo o estuário, e as associações foram dependentes das marés. A pesquisa oceanográfica em um desses locais indicou a presença de forte afundamento durante as marés de enchente quando a presença dos golfinhos atingiu o pico, o que pode auxiliar no forrageamento. Habitats de alto uso foram geralmente utilizados de forma consistente ao longo do tempo, com populações pesquisadas uma década depois exibindo padrões similares no uso do habitat, embora limitações tenham sido observadas. Juntos, nossos resultados destacam a importância das características batimétrico-hidrográficas para um predador marinho em ambientes estuarinos e apoiam sua priorização para proteção. Propomos que o manejo adaptativo seja utilizado para salvaguardar o uso tidalmente dirigido do Estuário de Shannon pelos golfinhos, enquanto medidas mais amplas baseadas no ecossistema são implementadas para proteger o funcionamento desses habitats importantes. Evidências crescentes sugerem que, dentro de regiões costeiras, características batimétrico-hidrográficas são importantes para uma variedade de espécies de megafauna marinha. Demonstramos que vincular dados detalhados sobre batimetria e oceanografia dinâmica a padrões de movimento animal fornece uma compreensão em escala fina do uso de local em longo prazo por predadores móveis, o que pode facilitar tomada de decisão efetiva e planejamento marinho.
Resumo original em inglês
Abstract Estuaries host important populations of marine megafauna. These environments provide shelter from the open ocean alongside a myriad of bathy‐hydographic features where interactions between topography and tidal flows may enhance foraging opportunities. In tandem, anthropogenic activity (e.g., marine renewable energy installation and shipping) is oftentimes concentrated around estuaries, highlighting a need for informed management. One approach is to identify and conserve habitats used for essential purposes, such as feeding, using protected areas. In estuaries, this requires an in‐depth understanding of how bathy‐hydrographic features function alongside associated patterns in animal attendance, something that is currently missing, particularly over longer temporal scales. Here, using a resident population of bottlenose dolphins (Tursiops truncatus) in the Shannon Estuary (W. Ireland) as a model case study, we combine boat‐based sightings data and oceanographic surveying to (1) assess dolphin distributions across the estuary and links between high‐use habitats and local bathy‐hydrographic conditions, (2) characterize the fine‐scale hydrography of one of these high‐use areas, and (3) determine the consistency and predictability of patterns in habitat use across the estuary over decadal scales. High‐use habitats by dolphins coincided with bathymetrically complex locations throughout the estuary, and associations were tidally dependent. Oceanographic surveying at one of these sites indicated the presence of strong downwelling during flood tides when dolphin presence peaked, which may aid dolphin foraging. High‐use habitats were generally used consistently through time, with populations surveyed a decade later displaying similar patterns in habitat use, although limitations were noted. Together our results highlight the importance of bathy‐hydrographic features to a marine predator in estuarine environments and support their prioritization for protection. We propose that adaptive management be used to safeguard the tidally driven use of the Shannon Estuary by dolphins, while wider ecosystem‐based measures are implemented to protect the functioning of these important habitats. Growing evidence suggests that within coastal regions, bathy‐hydrographic features are important to a range of marine megafauna species. We demonstrate that linking detailed data on bathymetry and dynamic oceanography to animal movement patterns provides a fine‐scale understanding of long‐term site use by mobile predators, which can facilitate effective decision making and marine planning.
Espécies citadas
- Tursiops truncatus · golfinho-nariz-de-garrafa
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Tursiops truncatus.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1002/ecs2.70610. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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