Assessing heart rate in an apex predator—piloting biologging in jaguars (Panthera onca)
Resumo em português
RESUMO CONTEXTO Compreender como grandes carnívoros, particularmente predadores de topo, respondem fisiologicamente a fatores ambientais e relacionados ao manejo é essencial para aprimorar estratégias de conservação. O monitoramento da frequência cardíaca (FC) por biologging avançaria significativamente nosso entendimento dessas respostas, porém mesmo os parâmetros cardíacos basais permanecem indefinidos para a maioria das espécies, e as referências existentes são frequentemente limitadas a animais anestesiados. Usamos a onça-pintada (Panthera onca) como modelo para avançar abordagens de monitoramento da frequência cardíaca em espécies-chave. RESULTADOS Apresentamos a primeira validação e avaliação de longo prazo da frequência cardíaca (FC) em onças-pintadas conscientes e livres, mantidas em cativeiro, utilizando um monitor cardíaco implantável (ICM). Coletamos com sucesso dados de dezessete onças-pintadas implantadas com o dispositivo Reveal LINQ™ em duas instituições brasileiras (NEX e AMPARA). Após excluir um indivíduo com artefatos persistentes de oversensibilidade da onda T, 16 animais forneceram gravações de FC de alta qualidade com duração média de 375 dias. A FC média em intervalos de 2 minutos entre todos os indivíduos foi de 85 ± 28 bpm (variação de 31–250). Usando modelos aditivos generalizados, identificamos a atividade como o preditor mais forte da FC, seguida pelo período do dia, temperatura ambiente, estação do ano e dias de semana versus final de semana. As onças-pintadas exibiram ritmos diários, com picos de FC e atividade entre 05h00–06h00 e 16h00–20h00, este último alinhado aos horários de alimentação e refletindo comportamento antecipatório. CONCLUSÃO Esses achados validaram o ICM como uma ferramenta segura e confiável para o monitoramento cardíaco da onça-pintada, estabeleceram um parâmetro basal natural para monitorar respostas ao estresse provocado por ameaças antrópicas em populações selvagens e forneceram uma base quantitativa para otimizar o bem-estar ex situ.
Resumo original em inglês
Abstract Background Understanding how large carnivores, particularly apex predators, physiologically respond to environmental and management-related factors is essential for improving conservation strategies. Heart rate (HR) monitoring via biologging would significantly advance our understanding of these responses, yet even baseline cardiac parameters remain undefined for most species, and existing references are often limited to anesthetized animals. We used jaguar ( Panthera onca ) as a model for advancing heart‑rate monitoring approaches in keystone species. Results We present the first validation and long-term assessment of heart rate (HR) in conscious, unrestrained captive jaguars using an insertable cardiac monitor (ICM). We successfully collected data from seventeen jaguars, implanted with the Reveal LINQ™ device at two Brazilian facilities (NEX and AMPARA). After excluding one individual with persistent T-wave oversensing artifacts, 16 animals yielded high-quality HR recordings with a mean duration of 375 days. Mean HR over 2-minute intervals across all individuals was 85 ± 28 bpm (range 31–250). Using generalized additive models, we identified activity as the strongest HR predictor, followed by time of day, ambient temperature, season, and weekday versus weekend. Jaguars exhibited daily rhythms, with HR and activity peaks between 05h00–06h00 and 16h00–20h00, the latter aligning with feeding schedules and reflecting anticipatory behavior. Conclusion These findings validated the ICM as a safe and reliable tool for jaguar cardiac monitoring, established a natural baseline for monitoring stress responses to anthropogenic threats in free-ranging populations, and provided a quantitative framework for optimizing ex situ welfare.
Espécies citadas
- Panthera onca · onça-pintada
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Panthera onca.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.21203/rs.3.rs-10027082/v1. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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