Assessing oceans' health through biopsy sampling in free-ranging marine mammals: a systematic review (2014-2024).
Resumo em português
Mamíferos marinhos são sentinelas ecológicos da saúde dos oceanos. Como predadores de topo, eles podem bioacumular contaminantes por meio das cadeias alimentares aquáticas. Neste contexto, esta revisão sistemática avalia o papel da amostragem por biópsia minimamente invasiva na avaliação da exposição a contaminantes em populações livres. Seguindo as diretrizes PRISMA, 31 estudos foram avaliados, abrangendo o período de 2014 a 2024, e obtidos na base de dados Portal de Periódicos CAPES. Os resultados indicam um foco principal em poluentes orgânicos persistentes (POPs; 74,19%), como PCBs e DDTs, com um viés geográfico notável para cetáceos no Hemisfério Norte (47,4% nas Américas). Cetáceos, especialmente golfinhos-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), foram significativamente sobrerrepresentados (93,94% dos estudos), enquanto estudos sobre a ordem Carnivora, focados em pinípedes, foram raros (6,06%). Contaminantes inorgânicos foram subrepresentados, apesar dos níveis preocupantes de mercúrio em golfinhos e da genotoxicidade induzida por cromo em baleias-comum. Curiosamente, contaminantes emergentes, como ftalatos, foram detectados em apenas dois estudos. DEHP, um plastificante perigoso, foi detectado em três espécies de cetáceos. Assim, enfatiza-se a urgente necessidade de expandir os esforços de monitoramento para regiões sub-representadas e de integrar a análise de biópsias com outras abordagens (por exemplo, multiômicas, análises isotópicas), pesquisas de longo prazo e telemetria por satélite para mapear áreas críticas de poluição. A padronização de protocolos e o estabelecimento de biobancos globais são essenciais para a harmonização dos dados. Este trabalho destaca o papel crítico das biópsias dentro do arcabouço One Health, conectando dados de poluição marinha à resiliência humana e dos ecossistemas.
Resumo original em inglês
Marine mammals are ecological sentinels of ocean health. As apex predators, they can bioaccumulate contaminants through aquatic food webs. In this context, this systematic review evaluates the role of minimally invasive biopsy sampling in assessing contaminant exposure across free-ranging populations. Following PRISMA guidelines, 31 studies were evaluated, covering the period from 2014 to 2024, and sourced from the CAPES Periodicals Portal database. Results indicate a primary focus on persistent organic pollutants (POPs; 74.19%), such as PCBs and DDTs, with a notable geographic bias toward cetaceans in the Northern Hemisphere (47.4% in the Americas). Cetaceans, especially bottlenose dolphins (Tursiops truncatus), were significantly overrepresented (93.94% of studies), while studies on the Carnivora order, focused on pinnipeds, were scarce (6.06%). Inorganic contaminants were underrepresented, despite concerning mercury levels in dolphins and chromium-induced genotoxicity in fin whales. Interestingly, emerging contaminants, like phthalates, were detected in only two studies. DEHP, a hazardous plasticizer, was detected in three cetacean species. Thus, the urgent need to expand monitoring efforts to underrepresented regions and to integrate biopsy analysis with other approaches (e.g., multi-omics, isotopic analyses), long-term research, and satellite telemetry to map pollution hotspots is emphasized. Standardizing protocols and establishing global biobanks are essential for data harmonization. This work highlights the critical role of biopsies within the One Health framework, connecting marine pollution data to human and ecosystem resilience.
Espécies citadas
- Tursiops truncatus · golfinho-nariz-de-garrafa
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Tursiops truncatus.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1007/s11356-026-38163-3. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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