Bridging the Gap Between Theory and Practice: Assessing Two Decades of Methodological Procedures and Reporting Omissions in Roadkill Studies of The Brazilian Cerrado.
Resumo em português
Esta revisão avalia duas décadas (2000-2024) de pesquisa em Ecologia de Estradas no Cerrado brasileiro, um hotspot global de biodiversidade. Analisamos 63 estudos sobre quatro grandes grupos de vertebrados para quantificar tendências, procedimentos metodológicos, omissões e mortalidade em estradas, fatores que podem comprometer a base de evidências para a gestão ambiental. Embora a produção científica tenha aumentado ao longo do tempo, ela permanece geograficamente concentrada em estados tradicionais (Goiás, Minas Gerais e São Paulo), deixando fronteiras de alto desmatamento, como a região do Matopiba (Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia), severamente sub-representadas. Metodologicamente, a predominância na dependência de levantamentos de veículos em alta velocidade (48% dos estudos; média 53 km/h) e a escassez de monitoramento a pé conduzem a uma subestimação sistemática de táxons de pequeno porte. Além disso, 90% dos estudos não relataram pelo menos um procedimento metodológico chave; especificamente, 51% omitiram o número de observadores, 49% não reportaram o volume de tráfego, e a distância total monitorada e a frequência do monitoramento não foram especificadas em 11% e 16% dos estudos, respectivamente. Embora a descrição metodológica tenha melhorado com o tempo, as omissões continuam influenciadas por fatores bibliométricos; especificamente, maiores escalas de autoria e artigos frequentemente restringem a divulgação metodológica. As taxas observadas de mortalidade em estradas (variando de 0,008 a 0,030 ind/km/dia) refletem vieses de detecção e persistência de carcaças, e não a realidade ecológica, com mamíferos e aves altamente detectáveis dominando os registros. Para diminuir a lacuna entre teoria e ciência aplicada, propomos um Checklist Mínimo de Reporte. Ele assegura relato de dados e comparabilidade, fornecendo um padrão universal para aprimorar o rigor técnico da pesquisa acadêmica, licenciamento ambiental e políticas de mitigação da vida selvagem globalmente.
Resumo original em inglês
This review assesses two decades (2000-2024) of Road Ecology research in the Brazilian Cerrado, a global biodiversity hotspot. We analyzed 63 studies on four major vertebrate groups to quantify trends, methodological procedures, omissions, and road mortality, drivers that could compromise the evidence base for environmental management. While research output has expanded temporally, it remains geographically concentrated in established states (Goiás, Minas Gerais, and São Paulo), leaving high-deforestation frontiers like the Matopiba region (Tocantins, Maranhão, Piauí, and Bahia) severely under-represented. Methodologically, the prevailing reliance on high-speed vehicle surveys (48% of studies; mean 53 km/h) and the scarcity of foot-based monitoring lead to a systematic underestimation of small-bodied taxa. Furthermore, 90% of the studies failed to report at least one key methodological procedure; specifically, 51% omitted the number of observers, 49% failed to report traffic volume, and even the total distance monitored and monitoring frequency were not specified in 11% and 16% of the studies, respectively. While methodological reporting has improved over time, omissions remain influenced by bibliometric drivers; specifically, larger authorship scales and articles often constrain methodological disclosure. Observed roadkill rates (ranging from 0.008 to 0.030 ind/km/day) reflect detection and carcass persistence biases rather than ecological reality, with highly detectable mammals and birds dominating records. To bridge the gap between theory and applied science, we propose a Minimum Reporting Checklist. It ensures data reporting and comparability, providing a universal standard to enhance the technical rigor of academic research, environmental licensing, and wildlife mitigation policy globally.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1007/s00267-026-02564-4. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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