Culex mosquitoes in a French Guiana zoo: insights on species diversity, feeding habits, and parasitic associations
Resumo em português
RESUMO CONTEXTO A Guiana Francesa apresenta uma das maiores diversidades de mosquitos do mundo, com 242 espécies registradas até o momento, quase metade delas pertencentes ao gênero Culex. Esses mosquitos incluem vetores de parasitas e vírus humanos, alguns dos quais apresentam significativa preocupação para a saúde pública. Compreender as preferências de hospedeiros das fêmeas de Culex é essencial, porém o conhecimento ainda é limitado. O Zoológico da Guiana Francesa foi escolhido como local experimental devido à disponibilidade constante de diversos animais em cativeiro e seu potencial papel como sentinela para monitoramento de doenças infecciosas. MÉTODOS Entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2019, 7892 mosquitos adultos foram coletados em 42 possíveis locais de descanso utilizando aspiração manual. Mosquitos Culex com sangue representaram 81% do total de mosquitos alimentados. Desses, 510 fêmeas de Culex foram identificadas até o nível de espécie por barcoding de DNA, e suas fontes de sangue e parasitas foram analisados usando sequenciamento de nova geração (NGS). RESULTADOS Ao todo, 27 espécies de Culex foram identificadas no zoológico, e as análises das fontes de sangue revelaram uma ampla variedade de hospedeiros vertebrados, com relativamente poucos sendo humanos. Culex eastor e Culex vaxus foram as duas espécies mais comuns, alimentando-se principalmente de Tapirus terrestris e Iguana iguana, respectivamente. Além disso, 60% das espécies de mosquito estavam infectadas com parasitas sanguíneos, sejam conhecidos ou novos (parasitas haemosporídios e kinetoplástidos). CONCLUSÕES Este estudo fornece informações iniciais sobre a diversidade, associações de hospedeiros e comunidades de parasitas dos mosquitos Culex na Guiana Francesa. O zoológico parece ser um local sentinela valioso, com mosquitos alimentando-se de uma ampla gama de vertebrados, oferecendo uma base para futuros monitoramentos e pesquisas sobre as interações mosquito–hospedeiro–patógeno.
Resumo original em inglês
Abstract Background French Guiana is home to one of the highest mosquito diversities in the world, with currently 242 species recorded, nearly half of them belonging to the genus Culex. These mosquitoes include vectors of human parasites and viruses, some of which are of significant public health concern. Understanding the host preferences of female Culex mosquitoes is essential but knowledge is still limited. The Zoo of French Guiana was chosen as an experimental site for its constant availability of diverse captive animals and a potential sentinel role for monitoring infectious diseases. Methods Between February 2018 and January 2019, 7892 adult mosquitoes were collected from 42 potential resting sites using manual aspiration. Blood-fed Culex accounted for 81% of the total number of blood-fed mosquitoes. Of these, 510 Culex female specimens were identified to species level by DNA barcoding, and their blood meals and parasites were analyzed using next-generation sequencing (NGS) technology. Results In total, 27 Culex species were identified at the zoo, and their blood meals revealed a broad range of vertebrate hosts, with relatively few being human. Culex eastor and Culex vaxus were the two most common species, feeding mainly on Tapirus terrestris and Iguana iguana, respectively. In addition, 60% of the mosquito species were infected with blood parasites, either known or novel (haemosporidian and kinetoplastid parasites). Conclusions This study provides baseline insights into the diversity, the host associations, and the parasite communities of Culex mosquitoes in French Guiana. The zoo appears to be a valuable sentinel site, with mosquitoes feeding on a wide range of vertebrates, providing a foundation for future monitoring and research on mosquito–host–pathogen interactions. Graphical Abstract
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1186/s13071-026-07377-2. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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