Drivers of change in human–wildlife relationships: Southern Africa as an example
Resumo em português
RESUMO As relações entre humanos e a vida selvagem (RHS) estão mudando globalmente em resposta a mudanças nas dinâmicas ecológicas e nos valores sociais, frequentemente resultando em conflitos. Com a necessidade crescente de viabilizar a coexistência entre humanos e vida selvagem, é essencial compreender melhor os motores das mudanças nessas relações. A África Austral oferece uma diversidade de vida selvagem e perspectivas, paisagens fragmentadas e pressões antrópicas intensificadas, exemplificando as complexidades globais das RHS e fornecendo um caso útil para explorar esse tema e oferecer compreensões pluralistas e situadas das RHS. Com base nas 'três dimensões interligadas da mudança transformadora', esta síntese desenvolve um quadro conceitual para entender quatro motores de mudança nas RHS: dinâmicas da comunidade da vida selvagem, estruturas humanas, visões humanas e práticas humanas. Esse quadro é aplicado a nove casos ilustrativos do meio rural da África Austral e da interface urbano-marinha da Cidade do Cabo para explorar como novos surtos de doenças, predação inédita, reformas na governança, narrativas midiáticas, produtos alternativos da vida selvagem e conservação militarizada moldam a percepção, valorização e interação humanas com a vida selvagem. Os nove casos apresentados apoiam os quatro motores de mudança propostos nas RHS (dinâmicas da comunidade da vida selvagem, estruturas humanas, visões humanas e práticas humanas) e revelam mudanças nos valores instrumental, relacional e intrínseco da vida selvagem. Em alguns casos, as RHS mudam por meio da redução do valor instrumental: agressividade induzida pela raiva em lobos-marinhos-australianos (Arctocephalus pusillus), partida dos tubarões-brancos (Carcharodon carcharias) devido à predação pela orca (Orcinus orca), uso de pele falsa de leopardo (Panthera pardus) e a proibição da caça em Botswana. Em outros casos, as RHS mudam por meio do aumento dos valores relacionais: a ressonância emocional do documentário My Octopus Teacher, o incidente do leão Cecil e políticas que permitem a posse de vida selvagem em terras privadas. O quadro proposto no artigo oferece uma ferramenta para antecipar e navegar mudanças nas RHS e demonstra a necessidade de intervenções sensíveis ao contexto que considerem dimensões emocionais, simbólicas e institucionais das RHS. O artigo destaca a necessidade de melhor compreensão da diversidade, dinâmicas e motores de mudança nas RHS para alcançar tomadas de decisão, comunicação, engajamento e resolução de conflitos mais inclusivas e adaptativas, possibilitando a coexistência entre humanos e vida selvagem, especialmente em espaços contestados.
Resumo original em inglês
Abstract Human–wildlife relationships (HWRs) are changing globally in response to shifts in ecological dynamics and societal values, often resulting in contestation. With an increasing need to enable human–wildlife coexistence, it is essential to better understand the drivers of change in HWRs. Southern Africa provides a diversity of wildlife and perspectives, fragmented landscapes and intensifying anthropogenic pressures, exemplifying global complexities in HWRs and providing a useful case to explore this topic and provide pluralistic, place‐based understandings of HWRs. Building on the ‘three interwoven dimensions of transformative change’, this synthesis develops a conceptual framework for understanding four drivers of change in HWRs: wildlife community dynamics, human structures, human views and human practices. This framework is applied to nine illustrative cases from rural Southern Africa and Cape Town's urban‐marine interface to explore how novel disease outbreaks, novel predation, governance reforms, media narratives, alternative wildlife products and militarised conservation shape how humans perceive, value and interact with wildlife. The nine cases presented support the four proposed drivers of change in HWRs (wildlife community dynamics, human structures, human views and human practices) and reveal shifts in the instrumental, relational and intrinsic values of wildlife. In some cases, HWRs change through a reduction in instrumental value: rabies‐induced aggression in Cape fur seals (Arctocephalus pusillus), the departure of white sharks (Carcharodon carcharias) due to killer whale (Orcinus orca) predation, the use of faux leopard (Panthera pardus) fur and the ban of hunting in Botswana. In other cases, HWRs change through the enhancement of relational values: the emotional resonance of the documentary My Octopus Teacher, the incident of Cecil the lion and policies allowing wildlife ownership on private land. The framework proposed in the paper offers a tool for anticipating and navigating change in HWRs and demonstrates the need for context‐sensitive interventions that account for emotional, symbolic and institutional dimensions of HWRs. The paper highlights the need for better understanding the diversity, dynamics and drivers of change in HWRs to achieve more inclusive and adaptive decision‐making, communication, engagement and conflict resolution to enable human–wildlife coexistence, particularly in contested spaces. Read the free Plain Language Summary for this article on the Journal blog.
Espécies citadas
- Arctocephalus pusillus · lobo-marinho-australiano
?
Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Arctocephalus pusillus. - Orcinus orca · orca
?
Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Orcinus orca. - Carcharodon carcharias · tubarão-branco
?
Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Carcharodon carcharias. - Panthera pardus · leopardo
?
Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Panthera pardus.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1002/pan3.70340. Ler o artigo completo na fonte ↗
O texto completo do artigo permanece na fonte.
Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
Crie uma conta gratuita e receba artigos novos sobre as espécies que você segue.