Electrocardiographic parameters and heart rate variability in free-ranging Jaguars (Panthera onca) immobilized with tiletamine–zolazepam–dexmedetomidine
Resumo em português
Compreender a fisiologia e as particularidades dos felídeos selvagens é importante para aprimorar a capacidade da medicina veterinária em contribuir para a preservação dessas espécies. Assim, o objetivo deste estudo foi descrever os parâmetros eletrocardiográficos e a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) de onças-pintadas (Panthera onca) selvagens capturadas no Brasil. O protocolo anestésico usado para a contenção química dos animais envolveu a combinação dos medicamentos tiletamina e zolazepam (7 mg/Kg) juntamente com o agonista adrenérgico α2 dexmedetomidina (10 µg/Kg). Os 42 laudos eletrocardiográficos de 39 animais foram categorizados (sexo, idade estimada e peso corporal) e analisados estatisticamente; foram avaliadas 25 fêmeas e 14 machos entre 2 e 21 anos, com peso médio de 80,96 ± 23 kg. Durante o exame, a frequência cardíaca média mantida pelos animais foi de 99 bpm, com frequência cardíaca máxima de 122 bpm e mínima de 93 bpm; os valores foram comparáveis aos valores de referência para felídeos de grande porte. Os parâmetros eletrocardiográficos diferiram entre os sexos (p < 0,05) (amplitude da onda P, intervalo QT e segmento ST) e entre as idades estimadas (amplitude da onda P) e o peso corporal (amplitude da onda P e amplitude S) dos animais. A VFC determinada pelo eletrocardiograma não apresentou diferenças (SDNN 52,89 ± 50,37, rMSSD 59,99 ± 59,79, ApEntropy 0,47 ± 0,36, CVI 3,03 ± 1,35, CSI 1,75 ± 0,82, alfa 1 DFA 0,821 ± 0,264, alfa 2 DFA 0,689 ± 0,385); porém, o efeito da combinação tiletamina-zolazepam com um agente anestésico como a dexmedetomidina (receptor adrenérgico α2) nunca foi descrito. Como esse protocolo anestésico tem sido eficazmente utilizado em felídeos selvagens, a descrição dos parâmetros eletrocardiográficos e da VFC em onças-pintadas (Panthera onca) em vida livre parece ser particularmente importante para futuros estudos do tônus autônomo na sedação dessa espécie.
Resumo original em inglês
Abstract Understanding the physiology and particularities of wild felids is important for improving the ability of veterinary medicine to contribute to the preservation of these species. Thus, the objective of this study was to describe the electrocardiographic parameters and heart rate variability (HRV) of wild jaguars (Panthera onca) captured in Brazil. The anaesthetic protocol used for chemical restraint of the animals involved the drug combination of tiletamine and zolazepam (7 mg/Kg) along with the α2 adrenergic (receptor) agonist dexmedetomidine (10 µg/Kg). The 42 electrocardiographic reports from 39 animals were categorized (sex, estimated age, and body weight) and statistically analysed; 25 females and 14 males between two and 21 years old with a mean weight of 80.96 ± 23 kg were analysed. During the examination, the mean heart rate maintained by the animals was 99 bpm, with a maximum heart rate during the examination of 122 bpm and a minimum heart rate of 93 bpm; the values were comparable with the reference values for large felids. Electrocardiographic parameters differed between the sexes (p < 0,05) (P wave amplitude, QT interval and ST segment) and between the estimated ages (P wave amplitude) and the body weight (P wave amplitude and S amplitude) of the animals. The HRV determined by electrocardiogram did not differ (SDNN 52.89 ± 50.37, rMSSD 59.99 ± 59.79, ApEntropy 0.47 ± 0.36, CVI 3.03 ± 1.35, CSI 1.75 ± 0.82, alpha 1 DFA 0.821 ± 0.264, alpha 2 DFA 0.689 ± 0.385); however, the effect of tiletamine–zolazepam in combination with an anaesthetic agent such as dexmedetomidine (an α2 adrenergic receptor) has never been described. Since this anaesthetic protocol has currently been used effectively in wild felids, the description of electrocardiographic parameters and HRV in free-ranging jaguars seems to be particularly important for future studies of the autonomic tone in the sedation of this species.
Espécies citadas
- Panthera onca · onça-pintada
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Panthera onca.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1186/s12917-026-05285-2. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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