Expanding livestock frontiers and their implications for jaguar conservation in South America’s dry diagonal
Resumo em português
A produção pecuária é um dos principais motores do desmatamento, das emissões de carbono e da perda de biodiversidade na América do Sul, contudo, o setor pecuário frequentemente é tratado como uma entidade monolítica, mascarando como atores diversos, desde pequenos produtores até grandes negócios agrícolas, impulsionam impactos socioecológicos distintos. Para preencher essa lacuna, relacionamos espacialmente os sistemas pecuários e as frentes de desmatamento na Diagonal Seca Sul-Americana, que abrange 4,2 milhões de km² (Chaco, Chiquitano, Caatinga e Cerrado), uma das regiões de desmatamento mais ativas do mundo. Encontramos que distintos sistemas pecuários deixam assinaturas distintas no desmatamento. Operações capitalizadas de gado dominam frentes desenfreadas, onde a expansão de pastagens conduz a um desmatamento ativo e coeso. Sistemas de criação de gado e de cabras em pequena escala concentram-se em frentes fragmentadas, onde o desmatamento avança lentamente e de forma descontínua. Sistemas industriais intensivos de gado (confinamento e engorda em curtumes frequentemente promovidos como forma de economia de terra) também coincidem espacialmente com frentes desenfreadas, provavelmente atuando como indicadores de paisagens agrícolas de capital intensivo, onde pecuária e culturas comerciais estão fortemente integradas, em vez de serem vetores diretos do desmatamento. A sobreposição dessas frentes com Unidades e corredores de Conservação do jaguar (Panthera onca) revela riscos contrastantes para o jaguar (Panthera onca), com implicações muito diferentes para a conservação. Nas frentes desenfreadas, as populações de jaguar (Panthera onca) enfrentam perda de habitat e ruptura de corredores, demandando áreas protegidas, planejamento do uso do solo e compromissos de desmatamento zero. Em contrapartida, nas frentes fragmentadas, o desafio para a conservação é fundamentalmente social: uma alta interface entre humanos e vida selvagem que requer engajamento comunitário, prevenção de conflitos e mecanismos de compensação. Ao relacionar empiricamente os sistemas pecuários com tipos de frente de desmatamento, nossa abordagem estabelece uma ponte entre narrativas genéricas sobre pecuária e relatos específicos de conflito humano-jaguar (Panthera onca). Isso oferece uma forma de diferenciar contextos de intervenção em escala regional, esclarecendo quais atores e dinâmicas de fronteira moldam uma dada paisagem e, assim, quais respostas de conservação podem ser adequadas.
Resumo original em inglês
Livestock production is a major driver of deforestation, carbon emissions, and biodiversity loss in South America, yet the livestock sector is often treated as a monolithic entity, obscuring how diverse actors, from smallholders to agribusinesses, drive distinct social-ecological impacts. To address this gap, we spatially relate livestock systems and deforestation frontiers across the 4.2 million km ^2 South American Dry Diagonal (Chaco, Chiquitano, Caatinga, and Cerrado), one of the world’s most active deforestation regions. We find that distinct livestock systems leave distinct deforestation signatures. Capitalized cattle operations dominate rampant frontiers, where pasture expansion drives active, cohesive clearing. Small-scale cattle and Goat rearing systems concentrate in fragmented frontiers, where deforestation advances slowly and patchily. Industrial-intensive cattle systems (feedlots and confinement areas often promoted as land sparing) also spatially coincide with rampant frontiers, likely acting as markers of capital-intensive agricultural landscapes where livestock and commodity crops are tightly coupled, rather than direct drivers of clearing. Overlaying these frontiers with Jaguar Conservation Units and corridors reveals contrasting risks for jaguars ( Panthera onca ), with very different implications for conservation. In rampant frontiers, jaguar populations face habitat loss and corridor severance, requiring protected areas, land-use planning, and zero-deforestation commitments. Conversely, in fragmented frontiers, the conservation challenge is fundamentally social: a high human-wildlife interface that requires community engagement, conflict prevention, and compensation mechanisms. By empirically linking livestock systems to deforestation frontier types, our approach bridges between generic livestock narratives and case-specific accounts of human–jaguar conflict. This offers a way to differentiate intervention contexts at the regional scale, clarifying which actors and frontier dynamics shape a given landscape and so which conservation responses might fit it.
Espécies citadas
- Panthera onca · onça-pintada
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Panthera onca.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1088/1748-9326/ae7a99. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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