Fauna em Foco Science

Natasha Grosch Loureiro, Diego Francis Passos Viana, Ciar D. Noble, Grasiela Edith de Oliveira Porfírio, Wener Hugo Arruda Moreno, Mariana Alves Carvalho Queiroz, Geovani Vinco Tonolli, Carlos A. Peres, Hugo Fernandes‐Ferreira · Ecology and Evolution · 2026

Living in the Pyrocene: Assemblage‐Wide Terrestrial Vertebrate Responses to Mega‐Fires in the Pantanal Wetlands

Resumo em português

Tradução automática. Este texto foi traduzido do inglês por inteligência artificial a partir do resumo original do artigo. Pode conter imprecisões em termos técnicos e nomes de espécies. Consulte sempre o texto original e o artigo completo antes de citar, aplicar ou tomar decisão baseada neste conteúdo.
Licença desta tradução. Tradução automática para o português, obra derivada do resumo original. O texto foi alterado em relação ao original. O original é CC BY 4.0, com atribuição aos autores. CC BY 4.0.

O fogo é uma força evolutiva natural que molda ecossistemas e a dinâmica populacional. No entanto, aumentos recentes na frequência e severidade dos incêndios antropogênicos têm causado impactos catastróficos na biodiversidade, mesmo em ambientes propensos ao fogo. No bioma do Pantanal brasileiro, 3,9 milhões de hectares foram afetados por incêndios em 2020, levando à mortalidade estimada de 17 milhões de vertebrados. Na região da Serra do Amolar, 61,2% da extensão de oito unidades de conservação foi queimada. Aqui, utilizamos amostragem com armadilhas fotográficas em múltiplos anos entre 2019 e 2022, em 50 locais, e modelos bayesianos hierárquicos para investigar as respostas de vertebrados terrestres a incêndios florestais em 35 espécies na região da Serra do Amolar, no Pantanal. Não encontramos evidências de efeitos dos incêndios sobre a ocupação. Contudo, cinco espécies de mamíferos (capivara, jaguatirica, veado-mateiro, onça-pintada e anta), duas de aves (jacutinga e socó-tigrina) e dois répteis (iguana-verde-comum e teiú) mostraram associação positiva entre a probabilidade de ocorrência e a cobertura florestal, indicando sua vulnerabilidade em cenários futuros de incêndios recorrentes. Além disso, a composição das espécies de vertebrados variou ao longo do período do estudo. Em 2022, quatro espécies (tinamou-inglesa, jaguatirica-pequena, guaxinim-de-mãos-ruivas e cutia) não foram mais detectadas. Entre todas as espécies consideradas, 64% apresentaram declínios na abundância relativa ao longo do tempo, com a maior queda registrada na ariranha, enquanto 36% apresentaram aumentos. Esses achados geram preocupações significativas para a conservação da fauna na região, ressaltando a necessidade de monitoramento de longo prazo e estratégias proativas de manejo para mitigar os impactos dos incêndios recorrentes sobre a abundância das espécies. Destacamos também a importância da Serra do Amolar como um possível refúgio para a fauna, considerando a resiliência das espécies a um regime de fogo novo.

Resumo original em inglês

ABSTRACT Fire is a natural evolutionary force that shapes ecosystems and population dynamics. However, recent increases in the frequency and severity of anthropogenic fires have had catastrophic impacts on biodiversity, even in fire‐prone environments. In Brazil's Pantanal Wetland biome, 3.9 million hectares were affected by fires in 2020, leading to the mortality of an estimated 17 million vertebrates. In the Serra do Amolar region, 61.2% of the extent of eight protected areas was burned. Here, we use multi‐year camera‐trapping sampling between 2019 and 2022 at 50 sites and hierarchical Bayesian models to investigate terrestrial vertebrate responses to wildfires across 35 species within the Pantanal's Serra do Amolar region. We did not find evidence of effects of wildfires on occupancy. Nonetheless, five mammal (capybara, ocelot, red brocket deer, jaguar, and lowland tapir), two bird (bare‐faced curassow and rufescent tiger‐heron), and two reptile species (common green iguana and tegu lizard) showed a positive association between their occurrence probability and forest cover, indicating their vulnerability under future scenarios of recurrent wildfires. Additionally, the vertebrate species composition differed over the study period. In 2022, four species (undulated tinamou, jaguarundi, crab‐eating raccoon, and Brazilian squirrel) were no longer detected. Among all species considered, 64% exhibited declines in relative abundance over time, with giant otters experiencing the most significant decline, while 36% showed increases. These findings raise significant concerns for wildlife conservation in the region, underscoring the need for long‐term monitoring and proactive management strategies to mitigate the impacts of recurring wildfires on species abundance. We also highlight the importance of Serra do Amolar as a potential wildlife refuge, considering species resilience to a novel fire regime.

Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1002/ece3.74130. Ler o artigo completo na fonte ↗

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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.

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