Long-term monitoring of spatial and temporal patterns in tapir–vehicle collisions in Mato Grosso do Sul State, Brazil
Resumo em português
Colisões entre veículos e animais representam uma ameaça significativa para todas as partes envolvidas, especialmente com o aumento das populações humanas, que leva ao crescimento do tráfego nas estradas e à expansão das redes viárias. No Brasil, o estado de Mato Grosso do Sul (MS) apresenta o maior número de colisões envolvendo grandes mamíferos em todo o país, sendo a anta-brasileira (Tapirus terrestris) responsável por uma fatia considerável desses incidentes. Neste estudo, exploramos os padrões temporais e espaciais das colisões entre antas-brasileiras e veículos no estado de MS, assim como seu impacto na segurança humana, utilizando um programa de monitoramento de longo prazo que registrou dados de colisões envolvendo a anta-brasileira durante 10 anos, de 2010 a 2020. Foram registrados pelo menos 612 indivíduos de anta-brasileira em colisões em 30 rodovias de MS. As rodovias BR-267, MS-040 e BR-262 foram identificadas como corredores de alto risco. Entre as carcaças de anta-brasileira encontradas, 186 eram machos e 110 fêmeas, sendo que três dessas fêmeas estavam grávidas. A maioria das carcaças identificadas era de indivíduos subadutos ou adultos, representando 93,25% das carcaças recuperadas. As colisões ocorreram predominantemente durante a noite e nas horas crepusculares, coincidindo com os padrões de atividade da anta-brasileira, e aumentaram em frequência durante a estação seca. Informações sobre lesões humanas estavam disponíveis para 59 eventos de colisão, envolvendo 162 passageiros: 27 fatalidades, 69 passageiros feridos e 66 passageiros ilesos. Essa situação foi atribuída à ausência de medidas eficazes de mitigação, incluindo travessias seguras, sinalização para a fauna silvestre, controle de velocidade e passagens subterrâneas para fauna combinadas com cercas. Tal cenário eleva os riscos de colisões entre antas-brasileiras e veículos, destacando a necessidade urgente de gestores de rodovias implementarem estratégias específicas e monitoramento de longo prazo para proteger a segurança humana e as populações da anta-brasileira.
Resumo original em inglês
Collisions between vehicles and animals pose a significant threat to all parties involved, particularly as growing human populations lead to increased road traffic and expanded road networks. In Brazil, Mato Grosso do Sul (MS) state has the highest number of large mammal collisions nationwide, with lowland tapirs ( Tapirus terrestris ) making up a considerable proportion of these incidents. Here, we explored the temporal and spatial patterns of tapir-vehicle collisions in MS state and their impact on human safety using a long-term monitoring program that tracked collision data involving the lowland tapir for 10 years, from 2010 to 2020. At least 612 tapir individuals were recorded in tapir-vehicle collisions across 30 roads in MS. The highways BR-267, MS-040, and BR-262 were identified as high-risk corridors. Of the tapir carcasses found, 186 were male and 110 were female, with three females carrying fetuses. Most identified tapir carcasses were sub-adult or adult, accounting for 93.25% of recovered carcasses. Collisions occurred predominantly at night and during crepuscular hours, aligning with tapir activity patterns, and increased in frequency during the dry season. Human injury outcomes were available for 59 collision events, involving 162 passengers: 27 fatalities, 69 injured passengers, and 66 unharmed passengers. We attributed this outcome to the absence of effective mitigation measures, including safe crossing, wildlife crossing signs, speed management, and wildlife underpasses combined with fencing. This situation increases tapir-vehicle collision risks and highlights the urgent need for road managers to implement targeted strategies and long-term monitoring to safeguard human safety and tapir populations.
Espécies citadas
- Tapirus terrestris · anta-brasileira
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Tapirus terrestris.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1016/j.gecco.2026.e04436. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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