Long-term trends of epibionts reflect Mediterranean striped dolphin abundance shifts caused by morbillivirus epidemics.
Resumo em português
Desde 1990, os golfinhos-listados mediterrâneos, Stenella coeruleoalba, sofreram dois eventos de mortalidade em massa causados pelo morbilivírus de golfinhos (DMV), mas o impacto populacional é desconhecido devido a estimativas de abundância espacial e temporalmente esparsas. Este estudo investiga se dados de epibiontes dos golfinhos-listados — o craca Xenobalanus globicipitis, o câmiado Syncyamus aequus e o copépode Pennella balaenoptera — com diferentes ciclos de vida e graus de especificidade, poderiam fornecer evidências indiretas sobre a dinâmica populacional do hospedeiro. Para responder a essa questão, combinamos abordagens empíricas e teóricas. Primeiro, utilizamos Modelos Aditivos Generalizados (GAMs) para examinar tendências de ocorrência das três espécies epibióticas no período de 1980 a 2023 tanto para os golfinhos-listados quanto para outras espécies simpátricas de cetáceos que não sofreram surtos de DMV. Segundo, desenvolvemos uma abordagem teórica em duas etapas para investigar a epidemiologia desses surtos de DMV (modelo SIR) e para relacionar as variações na abundância dos golfinhos com as tendências observadas empiricamente nos epibiontes (modelo mecanicista). O modelo SIR forneceu estimativas aproximadas do impacto do DMV na população de golfinhos-listados sob dois cenários com variação na mortalidade induzida pelo vírus e duração do período infeccioso. Essas estimativas foram então usadas para simular o efeito das alterações populacionais dos golfinhos sobre seus epibiontes por meio de modelos mecanicistas. Os modelos indicaram que as variações na dinâmica populacional dos golfinhos-listados induzidas pelo DMV causam efeitos em cascata na abundância populacional de X. globicipitis e S. aequus, enquanto a população do menos específico P. balaenoptera não foi afetada. Em conjunto, tendências de longo prazo na ocorrência de epibiontes específicos do hospedeiro podem servir como indicador de variações na abundância do hospedeiro.
Resumo original em inglês
Since 1990, Mediterranean striped dolphins, Stenella coeruleoalba, have suffered two mass mortality events caused by the dolphin morbillivirus (DMV), but the population-level impact is unknown because abundance estimates are spatio-temporally sparse. This study investigates whether data from epibionts of striped dolphins-the barnacle Xenobalanus globicipitis, the cyamid Syncyamus aequus, and the copepod Pennella balaenoptera, with different life cycles and degrees of specificity-could provide indirect evidence on host population dynamics. To address this question, we combined empirical and theoretical approaches. First, we used Generalized Additive Models (GAMs) to examine occurrence trends of the three epibiotic species over the period 1980-2023 for both striped dolphins and other sympatric cetacean species that did not suffer DMV outbreaks. Second, we developed a two-step theoretical modeling approach to investigate the epidemiology of these DMV outbreaks (SIR model) and to link dolphin population abundance shifts with the epibiont trends observed empirically (mechanistic model). The SIR model provided coarse estimates of the impact of DMV on the striped dolphin population under two scenarios with varying virus-induced mortality and duration of the infectious period. These estimates were then used to simulate the effect of dolphin population shifts on its epibionts through mechanistic models. Models indicated that DMV-induced shifts in striped dolphin population dynamics have cascading effects on the population abundance of X. globicipitis and S. aequus, whereas the population of the less host-specific P. balaenoptera was unaffected. Together, long-term trends in the occurrence of host-specific epibionts can serve as an indicator of host abundance shifts.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1111/1365-2656.70216. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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