Long-term wild recovery and resilience of green turtles Chelonia mydas to various anthropogenic injuries
Resumo em português
Lesões causadas por atividades humanas são comumente reportadas em tartarugas marinhas em todo o mundo, e esforços para promover a recuperação via tratamento em centros de reabilitação têm se mostrado importantes. No entanto, pouco se sabe sobre a resiliência de tartarugas que se recuperam na natureza sem intervenção humana. Aqui, documentamos a cicatrização natural de lesões externas em tartarugas-verdes (Chelonia mydas) utilizando registros fotográficos repetidos em ambiente subaquático de uma área costeira de forrageamento na Ilha Liuqiu, Taiwan. A partir de 2 bases de dados de fotoidentificação abrangendo 14 anos, identificamos 105 tartarugas lesionadas entre 7233 avistamentos (709 indivíduos). Treze tartarugas com 19 lesões tiveram múltiplos re-encontros, permitindo a estimativa dos tempos de cicatrização. Os tempos médios de cura foram para cortes por hélice: 527 dias; emaranhamentos em linha de pesca: 538,5 dias; e para lesões de causas desconhecidas: 560,2 dias, com lesões graves levando 600 dias e lesões menores 491 dias para se recuperar. As trajetórias de recuperação das tartarugas-verdes selvagens foram mais lentas do que as relatadas para outros megafauna marinha. Avistamentos de longo prazo de 5 indivíduos confirmaram a sobrevivência após a recuperação de lesões graves; essas tartarugas permaneceram detectáveis por um período adicional de 106 a 2264 dias, após o qual o monitoramento foi descontinuado. Aproximadamente 10,5% das tartarugas lesionadas sofreram reincidência de lesões por cortes de hélice, ressaltando a necessidade de medidas de conservação específicas, incluindo zonas de velocidade reduzida, regulamentações para pesca recreativa e campanhas de conscientização pública. Este estudo fornece a evidência mais extensa até hoje sobre a recuperação natural de lesões em tartarugas marinhas, demonstrando longos períodos de recuperação e os impactos de múltiplas lesões recorrentes. Esta pesquisa destaca o valor do monitoramento de longo prazo, apoiado por cientistas cidadãos, na avaliação de impactos subletais e na orientação de medidas mitigatórias para megafauna marinha.
Resumo original em inglês
Injuries from human activities are commonly reported in marine turtles worldwide, and efforts to promote recovery through treatment at rehabilitation centers have proven important. However, little is known about the resilience of turtles recovering in the wild without human intervention. Here, we document the natural healing of external injuries in green turtles Chelonia mydas using repeated in-water photographic sightings from a coastal foraging ground at Liuqiu Island, Taiwan. Drawing from 2 photo-identification databases spanning 14 yr, we identified 105 injured turtles among 7233 sightings (709 individuals). Thirteen turtles with 19 injuries had multiple re-encounters, allowing for estimation of healing durations. Average healing times were for propeller strikes: 527 d; fishing line entanglements: 538.5 d; and for injuries of unknown causes: 560.2 d, with severe injuries taking 600 d and minor injuries 491 d to recover. Recovery trajectories in wild green turtles were slower than those reported for other marine megafauna. Long-term resightings of 5 individuals confirmed survival after recovery from severe injuries; these turtles remained detectable for an additional 106 to 2264 d, after which monitoring was discontinued. Approximately 10.5% of injured turtles suffered recurring injuries from propeller strikes, emphasizing the need for targeted conservation measures, including go-slow zones, recreational fishing regulations, and public outreach. This study provides the most extensive evidence of natural injury recovery in marine turtles to date, demonstrating the long recovery durations and impacts of multiple recurring injuries. This research highlights the value of long-term monitoring, supported by citizen scientists, in assessing sublethal impacts and guiding mitigation for marine megafauna.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.3354/esr01472. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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