Optimizing fixed-time laparoscopic artificial insemination in the jaguar
Resumo em português
RESUMO O jaguar enfrenta ameaças significativas à sua sobrevivência devido à fragmentação/perda de habitat e ao abate ilegal. Esforços de conservação incluem a manutenção de populações ex situ em zoológicos, mas o sucesso na reprodução permanece limitado, o que exige o desenvolvimento de tecnologias reprodutivas assistidas. Este estudo teve como objetivo otimizar protocolos de sincronização ovariana e inseminação artificial (IA) em jaguares por meio da avaliação da atividade folicular ovariana durante o tratamento oral com altrenogest e em resposta a regimes de gonadotrofina coriônica equina (eCG)/hormônio luteinizante suínos (pLH), além de avaliar os resultados de fertilidade com IA laparoscópica. No experimento 1, fêmeas receberam altrenogest (0,044 ou 0,088 mg/kg, n = 2 por dose) diariamente por 45 dias, mas nenhuma das doses suprimiu a atividade ovariana. No experimento 2, fêmeas receberam 0,088 ou 0,176 mg/kg de altrenogest (n = 2 por dose) por 45-48 dias e depois a dose alternada seis meses depois. Após um intervalo de retirada de 5 dias, foram administrados intramuscularmente 600 UI de eCG e 5.000 UI de pLH (intervalo de 82 h). Todos os oito ciclos produziram múltiplos folículos, mas as taxas de ovulação foram baixas e nenhuma gestação ocorreu. No experimento 3, cinco fêmeas receberam 0,176 mg/kg de altrenogest, seguido de uma retirada de 7 dias, 600 UI de eCG e 10.000 UI de pLH (intervalo de 90-92 h). Todas as fêmeas ovularam múltiplas vezes, e uma concebeu, parindo um filhote vivo após 103 dias — o primeiro jaguar (Panthera onca) já produzido via IA. Em resumo, o tratamento com altrenogest e eCG/pLH após ajustes específicos para a espécie foi eficaz para a sincronização ovariana no jaguar. O nascimento de um filhote vivo após IA valida a eficácia deste regime hormonal e destaca o potencial da IA para o manejo populacional deste felídeo ameaçado.
Resumo original em inglês
The jaguar faces significant threats to survival from habitat fragmentation/loss and poaching. Conservation efforts include maintaining ex situ populations in zoos, but breeding success remains limited, necessitating the development of assisted reproductive technologies. This study aimed to optimize ovarian synchronization and artificial insemination (AI) protocols for jaguars by evaluating ovarian follicular activity during oral altrenogest treatment and in response to equine chorionic gonadotropin (eCG)/porcine luteinizing hormone (pLH) regimens, and assessing fertility outcomes with laparoscopic AI. In experiment 1, females were fed altrenogest (0.044 or 0.088 mg/kg, n = 2 per dose) daily for 45 days, but neither dose suppressed ovarian activity. In experiment 2, females received 0.088 or 0.176 mg/kg altrenogest (n = 2 per dose) for 45–48 days and then the alternate dose six months later. After a 5-day withdrawal, 600 IU eCG and 5,000 IU pLH (82 h interval) were administered intramuscularly. All eight cycles produced multiple follicles, but ovulation rates were low and no pregnancies occurred. In experiment 3, five females received 0.176 mg/kg altrenogest, followed by a 7-day withdrawal, 600 IU eCG, and 10,000 IU pLH (90–92 h interval). All females achieved multiple ovulations, and one female conceived, delivering a live cub after 103 days – the first jaguar ever produced from AI. In summary, altrenogest and eCG/pLH treatment following species-specific adjustments was effective for ovarian synchronization in the jaguar. The birth of a live cub following AI validates the effectiveness of this hormone regimen and highlights the potential of AI for population management of this imperiled felid.
Espécies citadas
- Panthera onca · onça-pintada
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Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Panthera onca.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1530/raf-25-0074. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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