Revisiting the Status of YF Epizootics and its Surveillance in South America: New Non-Human Primates, Spillover and Ecological Drivers
Resumo em português
A febre amarela (FA) permanece uma importante doença zoonótica transmitida por vetor nas regiões tropicais das Américas, apesar da disponibilidade de uma vacina eficaz há mais de oito décadas. Na América do Sul, o vírus é mantido principalmente por meio de um ciclo de transmissão na mata envolvendo mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes e várias espécies de primatas não humanos (PNH), que atuam como hospedeiros amplificadores e importantes sentinelas epidemiológicos. Esta revisão narrativa reexamina o estado atual das epizootias de FA na América do Sul e analisa suas implicações para a vigilância, dinâmicas ecológicas e o risco de transmissão para populações humanas. A revisão sintetiza evidências recentes sobre o papel dos PNH na manutenção e detecção da circulação do vírus da FA, destacando a alta suscetibilidade de certos primatas neotropicais, particularmente espécies do gênero Alouatta, que frequentemente apresentam alta mortalidade durante os surtos. Relatos de epizootias no Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia e Venezuela ilustram a circulação contínua do vírus e sua expansão geográfica em ecossistemas tropicais. Fatores ecológicos como desmatamento, fragmentação do habitat, alterações ambientais e aumento da atividade humana em áreas florestais modificam as dinâmicas de transmissão e aumentam as oportunidades de transbordamento para humanos. A integração do monitoramento da vida selvagem, vigilância entomológica, análise genômica e dados epidemiológicos é essencial para melhorar a detecção precoce e a resposta. Nesse contexto, o quadro One Health oferece uma abordagem abrangente para compreender as complexas interações entre humanos, animais e ecossistemas que impulsionam a transmissão da FA. Fortalecer os sistemas regionais de vigilância, aprimorar as capacidades laboratoriais e promover intervenções coordenadas em saúde pública são medidas críticas para prevenir surtos humanos e mitigar o impacto ecológico e sanitário da FA na América do Sul.
Resumo original em inglês
Yellow fever (YF) remains a significant vector-borne zoonotic disease in tropical regions of the Americas, despite the availability of an effective vaccine for more than eight decades. In South America, the virus is maintained primarily through a jungle transmission cycle involving mosquitoes of the genera Haemagogus and Sabethes and several species of non-human primates (NHPs), which serve as amplifying hosts and important epidemiological sentinels. This narrative review revisits the current status of YF epizootics in South America and examines their implications for surveillance, ecological dynamics, and the risk of spillover to human populations. The review synthesizes recent evidence on the role of NHPs in the maintenance and detection of YF virus circulation, highlighting the high susceptibility of certain neotropical primates, particularly species of the genus Alouatta, which often experience high mortality during outbreaks. Reports of epizootics across Brazil, Colombia, Peru, Bolivia, and Venezuela illustrate the virus's ongoing circulation and geographic expansion in tropical ecosystems. Ecological factors such as deforestation, habitat fragmentation, environmental change, and increased human activity in forested areas modify transmission dynamics and increase opportunities for spillover to humans. The integration of wildlife monitoring, entomological surveillance, genomic analysis, and epidemiological data is essential to improve early detection and response. In this context, the One Health framework provides a comprehensive approach to understanding the complex interactions among humans, animals, and ecosystems that drive YF transmission. Strengthening regional surveillance systems, improving laboratory capacities, and promoting coordinated public health interventions are critical to preventing human outbreaks and mitigating the ecological and public health impact of YF in South America.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.20944/preprints202603.1358.v1. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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