Synanthropic mammals as sentinels of multi-pathogen circulation at a wildlife-urban interface.
Resumo em português
Fragmentos de floresta periurbana utilizados para ecoturismo concentram interações entre a vida selvagem, animais domésticos e humanos, criando condições que favorecem a transmissão de patógenos por vias ambientais, vetoriais e tróficas. Nestes ambientes, pequenos mamíferos sinantrópicos podem atuar como indicadores integradores da exposição a patógenos, pois interagem com a fauna silvestre, animais domésticos e ambientes modificados pelo homem. Este estudo realizou vigilância multipatogênica em pequenos mamíferos sinantrópicos para investigar os padrões de infecção na interface entre vida selvagem e área urbana em uma região de ecoturismo no Brasil. Dezessete indivíduos pertencentes a três espécies (Nectomys squamipes, gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) e Marmosops incanus) foram amostrados em fragmento de floresta periurbana. Múltiplos tecidos foram analisados por ensaios de PCR visando agentes protozoários, helmintos e bacterianos, e amostras fecais foram examinadas por técnicas parasitológicas para detecção de parasitas intestinais. Amplicons foram sequenciados e análises filogenéticas foram realizadas para apoiar a atribuição taxonômica. Foi identificada uma diversidade de protozoários, bactérias e helmintos, incluindo Toxoplasma gondii, Hepatozoon sp., Babesia sp., Cryptosporidium sp., Cystoisospora spp., Anaplasmataceae (semelhantes a Anaplasma/Ehrlichia), Mycoplasma hemotrópicos e trematódeos, cestódeos e nematódeos intestinais (Strongyloides, Syphacia, Toxocara). Ensaios de PCR para Rickettsia e Bartonella também produziram amplicons, mas o sequenciamento não permitiu confirmação inequívoca para nenhum dos gêneros. Coinfecções foram frequentes, indicando exposição a múltiplas vias ecológicas de transmissão. Estes achados reforçam o potencial uso de pequenos mamíferos sinantrópicos como sentinelas da circulação de patógenos em interfaces vida selvagem-urbano e destacam sua relevância para vigilância integrada One Health em paisagens periurbanas em rápida transformação.
Resumo original em inglês
Peri-urban forest fragments used for ecotourism concentrate interactions among wildlife, domestic animals, and humans, creating conditions that favour pathogen transmission through environmental, vector-borne, and trophic pathways. In these landscapes, synanthropic small mammals may act as integrative indicators of pathogen exposure because they interact with wildlife, domestic animals, and human-modified environments. This study conducted multi-pathogen surveillance in synanthropic small mammals to investigate infection patterns at a wildlife-urban interface in a Brazilian ecotourism area. Seventeen individuals belonging to three species (Nectomys squamipes, Didelphis albiventris, and Marmosops incanus) were sampled in a peri‑urban forest fragment. Multiple tissues were screened by PCR assays targeting protozoan, helminth, and bacterial agents, and fecal samples were examined using parasitological techniques for intestinal parasites. Amplicons were sequenced and phylogenetic analyses were performed to support taxonomic assignment. A diverse assemblage of protozoa, bacteria, and helminths was identified, including Toxoplasma gondii, Hepatozoon sp., Babesia sp., Cryptosporidium sp., Cystoisospora spp., Anaplasmataceae (Anaplasma/Ehrlichia-like), hemotropic Mycoplasma, and intestinal trematodes, cestodes, and nematodes (Strongyloides, Syphacia, Toxocara). PCR assays targeting Rickettsia and Bartonella also yielded amplicons, but sequencing did not provide unambiguous confirmation of either genus. Coinfections were frequent, indicating exposure to multiple ecological transmission pathways. These findings support the potential use of synanthropic small mammals as sentinels of pathogen circulation at wildlife-urban interfaces and highlight their relevance for integrated One Health surveillance in rapidly changing peri‑urban landscapes.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1016/j.actatropica.2026.108294. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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