Terrain-mediated biotic interactions shape puma ecology: insights on density, space use, and activity patterns in southeastern Peru
Resumo em português
Pumas (Puma concolor) são os felídeos mais amplamente distribuídos nas Américas, mas sua densidade populacional, uso do espaço e respostas a perturbações ainda são pouco quantificados em florestas amazônicas sujeitas a rápidas mudanças no uso do solo. Essa lacuna limita o planejamento de conservação baseado em evidências para grandes carnívoros em paisagens tropicais onde dinâmicas predador-presa, competição interespecífica e perturbação humana podem interagir. Para abordar essa questão, avaliamos a densidade, o uso do espaço e a sobreposição temporal de pumas com presas e onças-pintadas (Panthera onca) nas florestas de terras baixas do sudeste do Peru, utilizando um sistema integrado de armadilhas fotográficas. Estimamos a densidade com modelos de captura-recaptura espacialmente explícita (SECR) baseados em pumas identificados individualmente em grades pareadas de armadilhas fotográficas, modelamos o uso do espaço do puma com modelos de ocupação para espécie única utilizando 263 estações de câmera e 25.730 noites de armadilha, e quantificamos a sobreposição da atividade diária usando detectações independentes de pumas, presas e onças-pintadas. Os modelos SECR estimaram a densidade de pumas em 1,012 indivíduos/100 km² (SE = 0,440, IC 95% = 0,448–2,286) e a probabilidade de detecção foi fortemente influenciada pela localização dos trilhos. O parâmetro espacial de escala correspondeu a uma área estimada de 95% da área de vida de aproximadamente 182,20 km². Modelos de ocupação indicaram que o uso do espaço do puma foi melhor explicado por covariáveis bióticas e de estrutura da paisagem, enquanto as covariáveis de perturbação antrópica apresentaram pouco suporte. Estimativas médias condicionais indicaram efeitos positivos do índice da onça-pintada e do índice de presas, enquanto a interação entre rugosidade do terreno e índice da onça-pintada foi negativa. A probabilidade média prevista de uso do espaço do puma foi 0,573 ± 0,069 e a probabilidade média de detecção foi 0,121 ± 0,017. Análises de atividade baseadas em 406 detectações de pumas, 5.532 de presas e 220 de onças-pintadas revelaram alta sobreposição temporal entre pumas e presas (Δ4 = 0,888, IC 95% = 0,844–0,922) e entre pumas e onças-pintadas (Δ4 = 0,834, IC 95% = 0,782–0,902). Esses achados sugerem que os pumas nessa paisagem amazônica ocorrem em uma densidade conservadora baseada em SECR, consistente com o esperado para pumas de florestas tropicais, utilizam áreas ativas para presas e onças-pintadas, e não evitam fortemente onças-pintadas em termos temporais. Contudo, a rugosidade do terreno enfraqueceu a associação positiva entre pumas e onças-pintadas, sugerindo que a estrutura da paisagem em escala fina pode mediar a coexistência. Estratégias de conservação devem priorizar florestas contínuas, ricas em presas, que mantenham heterogeneidade estrutural e apoiem assembléias intactas de carnívoros em paisagens amazônicas impactadas por humanos.
Resumo original em inglês
Pumas (Puma concolor) are the most widely distributed felid in the Americas, yet their population density, space use, and responses to disturbance remain poorly quantified in Amazonian forests undergoing rapid land-use change. This gap limits evidence-based conservation planning for large carnivores in tropical landscapes where predator–prey dynamics, interspecific competition, and human disturbance may interact. To address this gap, we evaluated puma density, space use, and temporal overlap with prey and jaguars (Panthera onca) in the lowland forests of southeastern Peru using an integrated camera-trap framework. We estimated density with spatially explicit capture–recapture (SECR) models based on individually identified pumas from paired camera-trap grids, modeled puma space use with single-species occupancy models using 263 camera stations and 25,730 trap nights, and quantified diel activity overlap using independent detections of pumas, prey, and jaguars. SECR models estimated puma density at 1.012 individuals/100 km² (SE = 0.440, 95% CI = 0.448–2.286), and detection probability was strongly influenced by trail placement. The spatial scale parameter corresponded to an estimated 95% home-range area of approximately 182.20 km2. Occupancy models indicated that puma space use was best explained by biotic and landscape-structure covariates, whereas measured anthropogenic disturbance covariates received little support. Conditional model-averaged estimates showed positive effects of jaguar index and prey index, while the interaction between terrain ruggedness and jaguar index was negative. Mean predicted puma space-use probability was 0.573 ± 0.069, and mean detection probability was 0.121 ± 0.017. Activity analyses based on 406 puma, 5,532 prey, and 220 jaguar detections revealed high temporal overlap between pumas and prey (Δ4 = 0.888, 95% CI = 0.844–0.922) and between pumas and jaguars (Δ4 = 0.834, 95% CI = 0.782–0.902). These findings suggest that pumas in this Amazonian landscape occur at a conservative SECR-based density consistent with expectations for tropical forest pumas, use prey- and jaguar-active areas, and do not strongly avoid jaguars temporally. However, terrain ruggedness weakened the positive puma–jaguar association, suggesting that fine-scale landscape structure may mediate coexistence. Conservation strategies should prioritize contiguous, prey-rich forests that maintain structural heterogeneity and support intact carnivore assemblages in human-impacted Amazonian landscapes.
Espécies citadas
- Panthera onca · onça-pintada
?
Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Panthera onca. - Puma concolor · onça-parda
?
Nomes populares variam entre regiões e uma mesma palavra pode designar espécies diferentes. Confira sempre o nome científico: Puma concolor.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.3389/fcosc.2026.1895819. Ler o artigo completo na fonte ↗
O texto completo do artigo permanece na fonte.
Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
Crie uma conta gratuita e receba artigos novos sobre as espécies que você segue.