Zoonotic leishmaniasis in China: Current status and challenges to elimination.
Resumo em português
A leishmaniose está se expandindo mundialmente juntamente com os vetores flebotomíneos. Na China, desafios particulares surgem devido aos amplos gradientes climáticos e ecológicos, à diversidade de espécies de moscas-de-areia do gênero Phlebotomus e a numerosos hospedeiros potenciais mamíferos e répteis. Dois tipos ecológicos de leishmaniose visceral (LV) são reconhecidos: LV antrópica (LVA) causada por Leishmania donovani e LV zoonótica (LVZ) causada por Leishmania infantum, que é subdividida em tipo montanhoso (LVZ-MT), onde cães são o principal reservatório, e tipo desértico (LVZ-DT) com reservatórios incertos. Na última década, a LV ressurgiu nas regiões central e norte da China, com aumento das notificações de LVZ-MT e evidências de infecções caninas em áreas geográficas onde a transmissão não havia sido previamente relatada. Esta revisão sintetiza três décadas de literatura sobre leishmaniose canina (LC) e seus vetores na China, com foco em reservatórios domésticos e selvagens na manutenção da LV zoonótica. Estudos moleculares revelam heterogeneidade genética substancial dentro do complexo L. donovani e discordância frequente entre marcadores de locus único (e.g., ITS1, cytb) e abordagens de maior resolução (MLST/MLMT). A infecção por Leishmania em cães é mais comum em focos ocidentais, com altas taxas de detecção variando de 24,8% a 77,2%, especialmente nas Províncias de Gansu e Sichuan, onde predominam infecções subclínicas. Além disso, a evidência de linhagens de Leishmania não classificadas, relacionadas a Sauroleishmania, complica o diagnóstico e a vigilância. A ecologia vetorial, incluindo o comportamento endofílico/exofílico de Phlebotomus chinensis e o papel de P. sichuanensis em altitudes elevadas, se sobrepõe a mudanças ambientais, manejo de cães e aumento das populações de cães errantes, ampliando o risco de transmissão. Com base nos dados disponíveis, o abate de cães é ineficaz para o controle a longo prazo da LC devido a diagnósticos deficientes, rápida reposição dos cães abatidos e complexidade ecológica. Por outro lado, o controle vetorial e a prevenção de picadas, utilizando repelentes piretroides tópicos (coleiras, pipetas spot-on) e possivelmente isoxazolinas orais, devem ser implementados nos cães como medidas de controle após avaliação de campo apropriada. Lacunas importantes incluem vigilância canina insuficiente e validação das ferramentas diagnósticas, assim como caracterização incompleta dos reservatórios selvagens. O fortalecimento da vigilância One Health, integrando genômica, estudos vetoriais e investigação dos reservatórios, é essencial para orientar o controle direcionado e prever a propagação futura. MÉTODOS As bases de dados PubMed, Scopus, Google Scholar e Web of Science foram consultadas de 1950 a 2025 para publicações com revisão por pares que relatam a diversidade genética de espécies de Leishmania, epidemiologia e prevalência de LV zoonótica e LC, e tendências em sua distribuição espacial e temporal na China para esta revisão narrativa. Três estratégias de busca foram utilizadas nessas bases para: (1) identificar hospedeiros reservatórios e vetores flebotomíneos da leishmaniose na China; (2) identificar a epidemiologia (fatores de risco, ressurgimento, tendências) e controle e prevenção da leishmaniose na China; (3) identificar a diversidade das espécies de Leishmania na China. Os protocolos para as buscas nas bases de dados são fornecidos nas Informações de Apoio. A base China National Knowledge Infrastructure foi adicionalmente consultada para obtenção de dados sobre prevalência de Leishmania em animais. Dados foram extraídos de artigos publicados em inglês e chinês. Após remoção de duplicatas, 865 resumos foram triados por relevância, dos quais 279 artigos em texto completo foram revisados para extração de informações relevantes. Foram incluídos para revisão final (n = 129) os artigos contendo dados moleculares e/ou sorológicos sobre taxas de infecção por Leishmania em cães, diversidade genética de Leishmania na China, tendências computacionais da LV, hospedeiros reservatórios de espécies de Leishmania e vetores flebotomíneos na China.
Resumo original em inglês
Leishmaniasis is expanding worldwide along with sand fly vectors. In China, particular challenges arise from its broad climatic and ecological gradients, the diversity of phlebotomine sand fly species, and numerous potential mammalian and reptilian hosts. Two ecological types of visceral leishmaniasis (VL) are recognized: anthroponotic VL (AVL) caused by Leishmania donovani and zoonotic VL (ZVL) caused by Leishmania infantum, which is subdivided into mountain-type (MT-ZVL) where dogs are the main reservoir, and desert-type (DT-ZVL) with uncertain reservoirs. Over the last decade, VL has re-emerged in central and northern regions of China, with increasing MT-ZVL notifications and evidence of canine infections in geographical areas where transmission had not previously been reported. This review synthesizes three decades of literature on canine leishmaniasis (CanL) and its vectors in China, focusing on domestic and wild reservoirs in the maintenance of zoonotic VL. Molecular studies reveal substantial genetic heterogeneity within the L. donovani complex and frequent discordance between single-locus markers (e.g., ITS1, cytb) and higher-resolution approaches (MLST/MLMT). Leishmania infection in dogs is most common in western foci, with high detection rates ranging from 24.8% to 77.2%, especially in Gansu and Sichuan Provinces, where subclinical infections predominate. Also, evidence of co-circulating unclassified Leishmania lineages related to Sauroleishmania complicates diagnosis and surveillance. Vector ecology, including the endophilic/exophilic behavior of Phlebotomus chinensis and the role of P. sichuanensis at high altitudes, overlaps with environmental change, dog management, and increasing stray dog populations, thereby amplifying transmission risk. Based on available data, dog culling is ineffective for long-term control of CanL due to poor diagnostics, rapid replacement of culled dogs, and ecological complexity. Conversely, vector control and bite prevention, using topical pyrethroid repellents (collars, spot-on pipettes) and possibly oral isoxazolines, should be implemented in dogs as control measures after appropriate field evaluation. Key gaps include insufficient canine surveillance and validation of diagnostic tools, as well as incomplete characterization of wildlife reservoirs. Strengthened One Health surveillance, integrating genomics, vector studies, and reservoir investigations, is essential to guide targeted control and predict future spread. Methods The PubMed, Scopus, Google Scholar, and Web of Science databases were searched from 1950 to 2025 for peer-reviewed publications reporting the genetic diversity of Leishmania species, the epidemiology and prevalence of zoonotic VL and CanL, and trends in their spatial and temporal distribution in China for this narrative review. Three search strings were employed in these databases to; (1) identify reservoir host and sand fly vectors for leishmaniasis in China, (2) identify the epidemiology (risk factors, re-emergence, trends) and control and prevention of leishmaniasis in China, (3) identify the diversity of Leishmania species in China. The protocols for database searches are provided in the Supporting Information. The China National Knowledge Infrastructure database was additionally searched to obtain Leishmania prevalence data in animals. Data were extracted from articles published in English and Chinese. After removal of duplicates, abstracts of 865 articles were screened for relevance, from which 279 full-text articles were reviewed to extract relevant information. Articles were included for final review (n = 129) if they contained data on molecular and/or serological Leishmania infection-rate data in dogs, the genetic diversity of Leishmania species in China, computational trends in VL, reservoir hosts for Leishmania species and, sand fly vectors in China.
Fonte e licença. Publicado sob CC BY. DOI: 10.1371/journal.pntd.0014344. Ler o artigo completo na fonte ↗
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Dados de terceiros. Metadados bibliográficos do Europe PMC, DOAJ, Crossref e OpenAlex. Taxonomia do GBIF — Global Biodiversity Information Facility, Backbone Taxonomy sob CC BY 4.0.
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